'Burnout': como o excesso de trabalho afeta sua saúde mental e física
A síndrome do esgotamento profissional é reconhecida como doença pela OMS; saiba como identificar os sinais e a importância de impor limites
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Com o crescente debate sobre saúde mental no trabalho, a síndrome de burnout, ou esgotamento profissional, é uma realidade que afeta milhões de pessoas — estima-se que cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofram com a condição. Muito além do estresse comum, o burnout é oficialmente reconhecido como uma doença ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que a incluiu na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) sob o código QD85. A classificação entrou em vigor globalmente em 2022 e foi adotada no Brasil em janeiro de 2025.
O burnout é um estado de exaustão física, emocional e mental causado pelo estresse crônico no ambiente de trabalho. Ele não acontece de uma hora para outra, mas se instala gradualmente quando a pressão profissional se torna excessiva e mal gerenciada. O resultado é um sentimento profundo de cansaço, negatividade e uma queda acentuada na produtividade.
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Essa condição se manifesta em três dimensões principais. A primeira é a exaustão, uma sensação de que não há mais energia para continuar. A segunda é o distanciamento mental do trabalho, marcado pelo cinismo e por sentimentos negativos. Por fim, há a redução da eficácia profissional, quando a pessoa sente que não consegue mais realizar suas tarefas com a mesma competência de antes.
Principais sinais de alerta
Identificar os sintomas do burnout é o primeiro passo para buscar ajuda e reverter o quadro. Ficar atento às mudanças de comportamento e às sensações físicas é fundamental. Os sinais costumam ser sutis no início, mas se intensificam com o tempo. Entre os mais comuns, destacam-se:
Cansaço extremo e constante, que não melhora com o descanso.
Dores de cabeça, dores musculares e problemas gastrointestinais frequentes.
Alterações no sono, como insônia ou excesso de sono.
Dificuldade de concentração e lapsos de memória.
Irritabilidade, ansiedade e sentimentos de desesperança.
Isolamento social e perda de interesse por atividades prazerosas.
Sentimento de fracasso e baixa autoestima profissional.
Como prevenir o burnout e impor limites
A prevenção é a melhor estratégia contra o esgotamento. Adotar hábitos saudáveis e estabelecer limites claros entre a vida pessoal e profissional são atitudes essenciais para proteger a saúde mental. Algumas medidas práticas podem fazer toda a diferença no dia a dia:
Defina horários rígidos para começar e terminar o trabalho.
Aprenda a dizer não a novas tarefas quando já estiver sobrecarregado.
Faça pausas regulares durante o expediente para descansar a mente.
Desconecte-se de verdade nos momentos de folga, evitando e-mails e mensagens de trabalho.
Invista em atividades de lazer, hobbies e exercícios físicos.
Mantenha uma rotina de sono regular e uma alimentação balanceada.
Converse com seus gestores sobre a carga de trabalho e busque apoio profissional quando necessário.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.