O que são alimentos ultraprocessados e como eles afetam sua saúde
Além dos nuggets, uma lista de produtos comuns no mercado que sabotam sua dieta e bem-estar; saiba como identificá-los lendo os rótulos corretamente
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Você já se perguntou o que realmente compõe os nuggets de frango ou a salsicha do cachorro-quente? A curiosidade sobre esses alimentos é o ponto de partida para entender uma categoria que domina as prateleiras dos supermercados: os ultraprocessados. Eles são formulações industriais feitas com múltiplos ingredientes e aditivos, desenvolvidos para serem práticos, baratos e muito saborosos.
Diferente de alimentos processados, como pães artesanais ou queijos, que usam sal ou açúcar para conservação, os ultraprocessados contêm substâncias que não encontramos em uma cozinha caseira. Ingredientes como corantes, aromatizantes, emulsificantes e espessantes são usados para imitar ou intensificar sabores e texturas, tornando os produtos mais atraentes ao paladar. Essa categorização segue a classificação NOVA, sistema desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e que hoje é referência mundial.
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O consumo regular desses itens está diretamente ligado a diversos problemas de saúde. Estudos publicados em revistas científicas, como o “The BMJ”, associam uma dieta rica em ultraprocessados a um maior risco de ganho de peso, obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardíacas e até mesmo problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. Isso ocorre porque, geralmente, eles são ricos em calorias, gorduras, açúcares e sódio, e pobres em fibras, vitaminas e minerais.
Como identificar um ultraprocessado no mercado?
A principal ferramenta do consumidor é a leitura atenta dos rótulos. A regra geral é simples: desconfie de listas de ingredientes muito longas e com nomes que você não reconhece. Se a lista inclui itens como xarope de milho de alta frutose, gordura vegetal hidrogenada, proteína de soja isolada ou glutamato monossódico, é um sinal claro de ultraprocessamento.
Para facilitar a identificação, veja alguns exemplos comuns de alimentos ultraprocessados que muitas vezes passam despercebidos na rotina:
Salsichas, linguiças e nuggets
Biscoitos recheados e salgadinhos de pacote
Refrigerantes e sucos de caixinha adoçados
Macarrão instantâneo e sopas em pó
Barras de cereal com muitos aditivos
Pães de forma industriais com longa validade
Iogurtes com sabores, corantes e adoçantes artificiais
Sobremesas prontas e misturas para bolo
Pratos congelados prontos para consumo, como lasanhas e pizzas
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.