Meu filho tem medo de ir à escola; o que fazer para ajudá-lo agora
Após casos de violência, o receio pode tomar conta das crianças e o acolhimento e diálogo para transmitir segurança são fundamentais
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Se seu filho demonstra medo ou se recusa a ir para a aula, saiba que essa é uma reação compreensível. Segundo especialistas em psicologia infantil, o mais importante agora é acolher esse sentimento e agir de forma prática para restabelecer a sensação de segurança.
A primeira atitude é validar o que a criança sente. Evite frases como “não precisa ter medo” ou “é bobagem”. Em vez disso, diga que entende o motivo do receio e que vocês vão enfrentar isso juntos. Essa abertura é fundamental para que ela se sinta confortável para compartilhar suas angústias.
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Filtre o acesso a notícias e conversas de adultos sobre o tema. A exposição excessiva a detalhes de ataques pode intensificar a ansiedade e o pânico. Mantenha a criança informada de maneira adequada para a idade dela, focando sempre nas medidas de proteção e no trabalho das autoridades para garantir a segurança de todos.
O que fazer para tranquilizar a criança
Uma conversa honesta e calma pode fazer toda a diferença. Pergunte diretamente o que a está assustando, sem pressionar. Deixe que ela fale livremente sobre seus pensamentos e medos, ouvindo com atenção e sem interrupções.
Reforce os aspectos positivos do ambiente escolar. Lembre seu filho dos amigos, dos professores de que ele gosta e das atividades divertidas que costuma fazer na escola. Isso ajuda a mudar o foco do medo para as experiências boas que o local proporciona.
Estabeleça um canal de comunicação com a escola. Converse com a coordenação ou com os professores sobre o medo do seu filho. Pergunte sobre os procedimentos de segurança da instituição e compartilhe essas informações com a criança, mostrando que existem adultos preparados para protegê-la.
Fique atento aos sinais
Além da recusa em ir à escola, observe outros sinais de que o medo está afetando o bem-estar da criança, como ansiedade excessiva, alterações no sono ou no apetite, irritabilidade ou queixas de dores físicas sem causa aparente, como dor de cabeça ou de barriga.
Manter a rotina também é um passo essencial. A previsibilidade das atividades diárias, como horários para acordar, fazer as tarefas e brincar, ajuda a criar uma atmosfera de normalidade e controle, o que diminui a ansiedade. Se o medo persistir por semanas, interferindo nas atividades diárias, buscar apoio psicológico profissional é o caminho mais indicado.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.