Como se tornar um doador de órgãos: guia completo com o passo a passo
Salvar vidas é mais simples do que parece, mas é fundamental avisar a família; saiba o que é preciso fazer para manifestar seu desejo de ser doador
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O gesto de doar órgãos, que pode salvar inúmeras vidas, ainda gera muitas dúvidas. Contudo, o processo para se tornar um doador é mais simples do que parece e depende de um passo fundamental: a comunicação com a família.
No Brasil, a legislação determina que a autorização para a doação de órgãos e tecidos deve ser concedida por familiares de até segundo grau. Por isso, de nada adianta registrar a vontade em documentos ou carregar um cartão de doador. A decisão final será sempre dos parentes mais próximos após a constatação da morte encefálica.
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Quando uma pessoa manifesta em vida o desejo de ser doadora, ela facilita o processo de autorização para a família, que se sente mais segura em respeitar a vontade do ente querido em um momento tão delicado. A conversa aberta e honesta é a única garantia de que sua intenção será cumprida.
Quem pode se tornar um doador?
Qualquer pessoa pode ser uma potencial doadora de órgãos, independentemente da idade. O que define a possibilidade de doação é o estado de saúde geral e a condição dos órgãos no momento da morte. Uma equipe médica especializada realiza uma avaliação rigorosa para determinar quais órgãos e tecidos estão aptos para o transplante.
A maioria das doações de múltiplos órgãos ocorre após a confirmação de morte encefálica, que é a perda completa e irreversível das funções do cérebro. Existem também as doações em vida, em que uma pessoa saudável pode doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou medula óssea para um familiar compatível.
Como manifestar o desejo de doar
O caminho para se tornar um doador de órgãos não envolve burocracia, cadastros ou registros em cartório. O processo é baseado na conscientização e no diálogo. Veja o passo a passo essencial:
Avise sua família: este é o ponto central de todo o processo. Informe seus pais, filhos, cônjuge e irmãos sobre sua vontade. Explique seus motivos e peça para que respeitem sua decisão caso algo aconteça.
Entenda as condições: a doação só acontece após uma série de exames que confirmam a morte encefálica. Todo o procedimento é conduzido com extremo respeito pelo corpo do doador.
Não é preciso se registrar: o Brasil não possui um cadastro nacional de doadores de órgãos. A efetivação da doação depende exclusivamente da autorização familiar, que é registrada em um termo de consentimento.
De acordo com dados recentes do Ministério da Saúde, o Brasil possui o maior programa público de transplantes do mundo. Mesmo assim, a lista de espera por um órgão ainda reúne cerca de 70 mil pessoas, reforçando a urgência do tema. Um único doador pode salvar ou melhorar a qualidade de vida de mais de oito pacientes.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.