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Pesquisa falsa no WhatsApp? 5 passos para não cair em fake news

Em época de eleição, a desinformação se espalha com números falsos; aprenda a checar a fonte, o registro e a metodologia antes de acreditar

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Com a aproximação das eleições, grupos de WhatsApp e redes sociais se transformam em um campo fértil para a desinformação. Levantamentos de intenção de voto sem fonte ou com dados duvidosos circulam rapidamente, com o objetivo de influenciar a opinião pública e criar uma falsa percepção da realidade.

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Esses materiais falsos muitas vezes imitam o visual de pesquisas de institutos conhecidos, usando logotipos e gráficos parecidos para enganar o leitor. No entanto, a maioria não resiste a uma verificação básica, que pode ser feita em poucos minutos antes de acreditar ou compartilhar o conteúdo.

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Para não ser enganado por números falsos, é fundamental seguir alguns passos simples de checagem. A seguir, listamos cinco etapas que ajudam a identificar se uma pesquisa eleitoral é confiável ou se não passa de fake news.

5 passos para checar pesquisas eleitorais

  1. Verifique o registro no TSE
    Toda pesquisa de intenção de voto sobre eleições deve ser registrada na Justiça Eleitoral. O registro é obrigatório e público. Para consultar, basta acessar o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde é possível buscar pelo nome da empresa que realizou o levantamento ou pelo número de identificação. Se não houver registro, a pesquisa é ilegal e não confiável.

  2. Identifique o instituto e quem pagou
    Pesquisas sérias sempre informam qual instituto a realizou (como Ipec, Datafolha, Quaest, entre outros) e quem a contratou. Desconfie de qualquer material que apresente apenas números, sem identificar claramente os responsáveis. A ausência dessas informações é um forte indício de fraude.

  3. Procure pela metodologia
    Dados técnicos são essenciais para a credibilidade de um levantamento. A divulgação deve incluir o período em que a coleta de dados foi feita, o número de entrevistados (amostra), a margem de erro e o nível de confiança. Informações genéricas ou a falta completa desses detalhes indicam que o material não seguiu critérios científicos.

  4. Diferencie pesquisa de enquete
    É comum que portais ou perfis em redes sociais promovam enquetes, que são simples consultas de opinião sem rigor metodológico. Elas não representam a população de forma científica e não podem ser confundidas com pesquisas eleitorais registradas. A legislação proíbe que enquetes sejam divulgadas como se fossem pesquisas e veta sua realização e divulgação a partir de 15 de agosto do ano eleitoral, quando começa o período de campanha.

  5. Confirme nos veículos de imprensa
    Quando um grande instituto divulga uma nova pesquisa, os principais portais de notícias do país costumam repercutir os resultados imediatamente. Se você recebeu um levantamento impactante, faça uma busca rápida na internet. Caso nenhum veículo de imprensa profissional o tenha noticiado, as chances de ser falso são enormes.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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