Como a polícia usa a tecnologia para encontrar pessoas desaparecidas
De rastreamento de celulares a reconhecimento facial, conheça as ferramentas que auxiliam as investigações e aumentam as chances de localizar alguém
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Casos como o da adolescente de 16 anos encontrada morta na Grande Belo Horizonte levantam um debate crucial sobre a busca por pessoas desaparecidas. Nesse cenário, a tecnologia se tornou uma das principais aliadas das polícias em todo o país, agilizando investigações e aumentando as chances de localizar alguém com vida.
O rastreamento de celulares é, muitas vezes, o ponto de partida de uma investigação. A localização de um aparelho pode ser obtida pela triangulação de antenas das operadoras ou pelo GPS interno do dispositivo. Para ter acesso a esses dados, as autoridades precisam de uma ordem judicial que autorize a quebra do sigilo telefônico.
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Essa ferramenta permite criar uma linha de tempo dos deslocamentos da pessoa, indicando as últimas áreas por onde ela esteve. A análise das chamadas e mensagens também pode revelar informações sobre com quem a pessoa se comunicou antes de desaparecer, fornecendo novas pistas para a equipe de investigação.
Além do celular: as principais ferramentas
O caminho do dinheiro também revela pistas importantes. Compras com cartão de crédito ou débito e transações via Pix deixam um rastro digital que pode ser seguido pelas autoridades. Esses registros indicam não apenas por onde a pessoa passou, mas também o que ela pode ter comprado, como passagens ou mantimentos.
Câmeras de segurança, tanto públicas quanto privadas, são outra fonte valiosa de informação. As imagens permitem reconstruir os últimos passos de uma pessoa, identificar veículos e possíveis companhias. O volume de câmeras em cidades, comércios e residências cria uma teia de vigilância que auxilia a polícia.
Sistemas de reconhecimento facial analisam essas imagens em segundos, comparando rostos com bancos de dados de pessoas procuradas ou desaparecidas. A tecnologia automatiza um trabalho que, manualmente, levaria dias ou semanas para ser concluído, otimizando o tempo da investigação.
Drones são empregados em buscas em áreas de mata ou de difícil acesso, oferecendo uma visão aérea que equipes em solo não possuem. Ao mesmo tempo, a análise de redes sociais pode fornecer informações sobre o estado emocional da pessoa e seus contatos mais recentes.
Como a população pode ajudar
É fundamental esclarecer que não é necessário esperar 24 horas para registrar um boletim de ocorrência por desaparecimento. A comunicação às autoridades deve ser imediata, pois as primeiras horas são cruciais. Qualquer pessoa pode procurar a delegacia de polícia assim que notar a ausência incomum de um familiar ou conhecido.
Para centralizar os dados, o governo federal mantém o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. Além disso, a população pode consultar informações e colaborar com denúncias por meio do aplicativo Sinesp Cidadão, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Apesar do avanço tecnológico, o trabalho de investigação tradicional continua sendo essencial. Depoimentos de familiares e amigos, além da colaboração da população com informações, são peças-chave para solucionar os casos. A tecnologia, portanto, atua como um potente complemento ao trabalho humano.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.