Como outros países protegem suas florestas? 3 exemplos de sucesso
Conheça as políticas ambientais de nações que são referência no combate ao desmatamento e lições para o Brasil
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Enquanto o Brasil debate o fortalecimento da fiscalização ambiental, outras nações demonstram que é possível aliar desenvolvimento e conservação de florestas com sucesso. As estratégias variam, mas compartilham elementos como incentivos econômicos, planejamento de longo prazo e envolvimento da sociedade, oferecendo lições valiosas.
Conhecer esses casos ajuda a entender caminhos viáveis para proteger biomas como a Amazônia e o Cerrado, adaptando soluções que já se provaram eficazes em diferentes contextos. A seguir, veja três exemplos de países que se tornaram referência em políticas de proteção florestal.
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Costa Rica: o pagamento por serviços ambientais
A Costa Rica conseguiu reverter um quadro grave de desmatamento nas últimas décadas. A principal ferramenta para essa mudança foi o programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Nele, proprietários rurais recebem uma compensação financeira para manter a vegetação nativa em suas terras, protegendo bacias hidrográficas, a biodiversidade e a beleza cênica.
A estratégia fez com que a floresta em pé se tornasse mais valiosa do que a terra desmatada para a agricultura ou pecuária. O resultado foi um aumento significativo da cobertura florestal, que hoje alcança cerca de 60% do território. Além disso, a nação centro-americana transformou o ecoturismo em um dos pilares de sua economia.
Noruega: financiamento internacional com metas
A Noruega adotou uma abordagem diferente: usar seus recursos, provenientes do petróleo, para financiar a proteção florestal em outros países. O Fundo Amazônia, no Brasil, é o exemplo mais conhecido dessa política. A nação nórdica transfere recursos com base em resultados comprovados na redução do desmatamento.
Esse modelo cria um incentivo direto para que os países beneficiados invistam em fiscalização, monitoramento e em projetos de desenvolvimento sustentável. A lógica é que a comunidade internacional tem a responsabilidade de apoiar a preservação de biomas cruciais para o equilíbrio climático global, recompensando quem apresenta avanços concretos.
Coreia do Sul: a reconstrução verde
Após a Guerra da Coreia, na década de 1950, o país estava com suas florestas praticamente destruídas. O governo então liderou um esforço nacional de reflorestamento em larga escala, mobilizando comunidades locais e investindo em planos de manejo florestal que duraram décadas. A combinação de forte ação estatal e engajamento da população foi fundamental para o sucesso.
O projeto não se limitou a plantar árvores, mas incluiu o controle da erosão do solo e a promoção de espécies adequadas ao clima local. Atualmente, mais de 60% do território sul-coreano é coberto por florestas, mostrando como a recuperação de áreas degradadas é possível com planejamento e persistência.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.