Tesouro Direto ou CDB? Compare os investimentos de renda fixa
Ambos são considerados seguros, mas qual rende mais? Entenda as diferenças de rentabilidade, liquidez e tributação para escolher a melhor opção para sua carteira
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Decidir entre Tesouro Direto e CDB é uma dúvida comum para quem busca segurança e bons rendimentos na renda fixa. Em um cenário de juros mais altos, ambos os investimentos se destacam, mas possuem características distintas que podem fazer a diferença na sua carteira, dependendo dos seus objetivos financeiros.
Ambas as opções são consideradas de baixo risco. O Tesouro Direto representa a forma mais segura de investir no país, pois os títulos são garantidos pelo Tesouro Nacional. Já o Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título emitido por bancos e conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), uma espécie de seguro que protege o investidor em até R$ 250 mil por CPF e por instituição, cobrindo o valor principal mais os juros acumulados até esse limite.
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Rentabilidade: qual paga mais?
A rentabilidade é um ponto crucial na comparação. No Tesouro Direto, os títulos podem ser prefixados, pós-fixados (atrelados à taxa Selic) ou híbridos (ligados à inflação, o IPCA). O Tesouro Selic é o mais popular para quem busca liquidez diária com rendimento previsível.
Os CDBs também oferecem essas três modalidades de rendimento, geralmente atrelados ao CDI, um índice que caminha muito próximo da Selic. A grande vantagem aqui é que bancos menores e médios costumam oferecer CDBs com taxas de retorno superiores às do Tesouro Direto para atrair investidores. É possível encontrar opções que pagam mais de 110% do CDI. Fique atento, no entanto, a futuras mudanças nas regras do FGC previstas para 2026, que podem impactar a oferta de taxas muito elevadas por instituições menores.
Liquidez: quando posso resgatar?
A liquidez define a facilidade de transformar o investimento em dinheiro. O Tesouro Selic é imbatível nesse quesito, permitindo o resgate com crédito do valor no mesmo dia (D+0) para solicitações feitas até as 13h em dias úteis. Após esse horário, o valor é creditado no próximo dia útil (D+1), o que o torna ideal para a reserva de emergência.
Nos CDBs, a situação varia muito. Existem opções com liquidez diária, mas muitas oferecem taxas de juros mais atrativas com a condição de que o dinheiro fique aplicado até a data de vencimento. Resgatar antes do prazo, quando permitido, pode implicar em perda de rentabilidade.
Tributação e escolha final
A tributação é a mesma para os dois investimentos. Ambos seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda, que começa em 22,5% para aplicações de até 180 dias e diminui para 15% para aquelas com prazo superior a 720 dias. Há também a cobrança de IOF para resgates feitos em menos de 30 dias.
A escolha ideal depende do seu perfil e objetivo. Para entender qual se encaixa melhor em sua estratégia, considere os seguintes pontos:
Reserva de emergência: O Tesouro Selic é a opção mais indicada pela sua alta segurança e liquidez quase imediata.
Maior rentabilidade: CDBs de bancos menores podem oferecer retornos mais altos, sendo uma boa alternativa para quem pode deixar o dinheiro aplicado por mais tempo.
Diversificação: Ter ambos na carteira é uma estratégia inteligente. Use o Tesouro Selic para a segurança e liquidez, e os CDBs para potencializar os ganhos de médio e longo prazo, sempre respeitando os limites do FGC.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.