Como ajudar uma amiga que pode estar sofrendo violência doméstica
Saiba qual a melhor forma de oferecer apoio, sem julgamentos, e conheça a rede de proteção à mulher que pode ser acionada por amigos e familiares
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O recente caso do policial militar suspeito de matar a esposa em São Paulo trouxe à tona, mais uma vez, a complexa realidade da violência doméstica. A repercussão do crime levanta uma dúvida em muitas pessoas: como ajudar uma amiga ou familiar que pode estar vivendo uma situação parecida? Oferecer apoio é crucial, mas a abordagem exige cuidado e informação.
O primeiro passo é observar os sinais. Mudanças de comportamento, como isolamento repentino de amigos e familiares, são um alerta importante. Fique atento também a desculpas frequentes para machucados ou a um controle excessivo por parte do parceiro sobre as roupas, finanças e redes sociais da mulher.
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Muitas vezes, a vítima sente vergonha, medo ou culpa, o que a impede de pedir ajuda. A dependência financeira ou emocional também cria barreiras significativas para que ela consiga romper o ciclo de violência. Por isso, a iniciativa de oferecer suporte pode ser transformadora.
Como abordar o assunto com cuidado
Escolha um momento e um lugar seguros, onde vocês possam conversar com privacidade e sem interrupções. Use uma abordagem sensível, focada na sua preocupação, sem fazer acusações diretas contra o parceiro dela. Isso evita que ela se coloque na defensiva e, principalmente, ajuda a não colocá-la em maior risco.
Frases como “estou preocupada com você” ou “saiba que pode contar comigo para o que precisar” abrem um canal de diálogo. O mais importante é ouvir sem julgamentos e respeitar o tempo dela. Deixe claro que você está ali para apoiar, independentemente da decisão que ela tomar.
Ofereça ajuda prática e concreta. Você pode se colocar à disposição para acompanhá-la a uma delegacia, guardar documentos importantes ou simplesmente ser uma companhia para momentos de desabafo. Reforce que ela não está sozinha.
Rede de apoio: onde buscar ajuda
Conhecer os canais de denúncia é fundamental. Tanto a vítima quanto um amigo ou familiar podem acionar a rede de proteção. Os principais serviços disponíveis são:
Ligue 180: a Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas, todos os dias. A ligação é gratuita e confidencial. O serviço oferece escuta, orientação e encaminha denúncias.
Ligue 190: em casos de emergência ou perigo imediato, a Polícia Militar deve ser acionada.
Delegacias da Mulher (DEAMs): unidades especializadas no atendimento a mulheres em situação de violência. Oferecem suporte para registro de boletim de ocorrência e solicitação de medidas protetivas.
Centros de Referência da Mulher: espaços que oferecem acolhimento e acompanhamento psicológico, social e jurídico para as vítimas.
É fundamental saber que amigos e familiares também podem acionar os canais de denúncia, como o Ligue 180 e o 190, para relatar uma situação de violência e buscar orientação. Lembre-se de não pressionar a vítima para tomar uma decisão imediata. O ciclo da violência é complexo e a saída nem sempre é linear. Oferecer apoio contínuo e reforçar que ela não está sozinha é a ajuda mais valiosa que você pode dar.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.