Feminicídio: conheça os sinais de um relacionamento abusivo
Saiba identificar os comportamentos de alerta que podem indicar perigo e orientam como buscar ajuda de forma segura e sigilosa
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O recente caso envolvendo um tenente-coronel da Polícia Militar suspeito de matar a esposa, também policial, em São Paulo, reacendeu o debate sobre o feminicídio. A tragédia expõe como a violência doméstica pode escalar de forma silenciosa, muitas vezes disfarçada de cuidado ou ciúme, até atingir um ponto sem retorno. Identificar os sinais de um relacionamento abusivo é o primeiro passo para quebrar esse ciclo.
Muitos comportamentos tóxicos são normalizados no dia a dia, mas merecem atenção. A violência nem sempre começa com agressões físicas. Ela se manifesta em atitudes que minam a autoestima e a liberdade da mulher, criando um ambiente de controle e medo que precede as formas mais explícitas de agressão.
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Sinais de alerta no relacionamento
O controle é um dos pilares de uma relação abusiva. Isso pode aparecer no monitoramento constante de redes sociais, mensagens de celular e ligações. O parceiro também pode tentar controlar as roupas que a mulher usa, as amizades que mantém e os lugares que frequenta, muitas vezes sob a justificativa de preocupação ou proteção.
O isolamento social é outra tática comum. O agressor busca afastar a vítima de amigos e familiares, criticando suas companhias e criando conflitos. O objetivo é enfraquecer a rede de apoio da mulher, tornando-a mais dependente emocionalmente e vulnerável à manipulação.
A violência psicológica se manifesta por meio de humilhações, críticas constantes e chantagem emocional. Frases que desvalorizam a inteligência, a aparência ou as opiniões da mulher são usadas para destruir sua autoconfiança. Ameaças veladas, como “se você me deixar, não sei o que sou capaz de fazer”, também são um grave sinal de perigo.
Como buscar ajuda de forma segura
Em situações de perigo imediato, o primeiro passo é ligar para a Polícia Militar no número 190. Para orientação, apoio e denúncias que não exijam intervenção policial instantânea, existem outros canais especializados.
Um dos principais é o Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher. O serviço é gratuito, confidencial e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. As atendentes são capacitadas para oferecer escuta, orientação e encaminhar a denúncia aos órgãos competentes.
Outra opção é procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). Nesses locais, a vítima recebe acolhimento especializado para registrar a ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência, que podem obrigar o agressor a se afastar. Em cidades onde não há uma DEAM, a delegacia comum deve realizar o atendimento.
Conversar com pessoas de confiança, como amigos próximos ou familiares, também é importante para criar uma rede de apoio. Combinar uma palavra-código ou um sinal para pedir ajuda em uma situação de emergência pode ser uma estratégia de segurança eficaz enquanto a vítima se organiza para sair da relação.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.