Seu dinheiro no banco digital está seguro? Entenda o papel do FGC
Muitas pessoas não sabem se o Fundo Garantidor de Créditos cobre contas digitais; explicamos como funciona essa proteção e como verificar se seu banco a oferece
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A possibilidade de uma instituição financeira ser liquidada pelo Banco Central acende um alerta para milhões de brasileiros: o dinheiro guardado em contas e investimentos de bancos digitais está realmente seguro? A resposta para essa pergunta passa diretamente pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que funciona como um seguro para o seu dinheiro. Se a instituição financeira onde você tem conta ou investimentos quebrar, o fundo garante a devolução de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro. Essa proteção é um mecanismo essencial para a estabilidade do sistema financeiro nacional.
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A cobertura abrange os produtos mais comuns, como saldo em conta corrente, caderneta de poupança, Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs). O teto global de garantia é de R$ 1 milhão por pessoa, valor que se renova a cada quatro anos.
A boa notícia é que a maioria dos bancos digitais que atuam como bancos múltiplos ou comerciais são, sim, associados ao FGC. Isso significa que, na prática, a proteção oferecida a um cliente de um banco digital é a mesma de quem tem conta em um banco tradicional.
Como saber se meu banco digital tem FGC?
Verificar se sua instituição financeira oferece essa proteção é simples. O primeiro passo é consultar o site oficial do FGC, que mantém uma lista atualizada de todas as instituições associadas. Basta usar a ferramenta de busca para encontrar o nome do seu banco.
Outra forma de confirmação é procurar pelo selo do FGC no site ou aplicativo da própria instituição. Os bancos e financeiras costumam exibir essa certificação para transmitir mais segurança aos seus clientes.
É fundamental não confundir bancos digitais com fintechs que operam apenas como instituições de pagamento (IPs). Empresas que oferecem apenas carteiras digitais ou cartões pré-pagado, por exemplo, não são bancos e, portanto, não contam com a garantia do FGC.
Nesses casos, a segurança é regulada por outras normas do Banco Central. A principal delas exige que o dinheiro dos clientes fique separado do patrimônio da empresa. Assim, em uma eventual falência, esses recursos não seriam usados para pagar as dívidas da instituição.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.