Canais de denúncia no Brasil: saiba como e onde relatar maus-tratos
A proteção das crianças é um dever de todos; conheça os órgãos responsáveis e os canais seguros para denunciar casos de negligência ou violência
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A recente condenação de um ex-lutador de MMA nos Estados Unidos, que matou a própria filha de 5 anos de fome, acende um alerta global sobre a violência e a negligência infantil. No Brasil, casos de maus-tratos também são uma realidade e conhecer os canais corretos para denunciar é um passo fundamental para proteger crianças e adolescentes em situação de risco.
Muitas vezes, a violência não deixa marcas físicas visíveis. A negligência, caracterizada pela falta de cuidados básicos como alimentação, higiene e saúde, é uma das formas mais comuns de abuso. Agressões psicológicas, que envolvem humilhações, ameaças constantes e isolamento, também causam danos severos e duradouros.
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O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que a proteção infantojuvenil é uma responsabilidade compartilhada por toda a sociedade. Portanto, ao suspeitar de um caso, o cidadão não apenas pode, como deve, comunicar às autoridades competentes. O silêncio pode ter consequências trágicas.
Principais canais de denúncia
A denúncia é o principal instrumento para acionar a rede de proteção. Todos os canais listados permitem que o relato seja feito de forma anônima para assegurar a proteção de quem denuncia.
O meio mais conhecido é o Disque 100, um serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, incluindo fins de semana e feriados. Coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, ele recebe, analisa e encaminha as denúncias aos órgãos responsáveis, como os Conselhos Tutelares. O contato pode ser feito por ligação, pelo site oficial da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, pelo WhatsApp no número (61) 99611-0100 ou pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil.
O Conselho Tutelar é o órgão municipal responsável por zelar pelos direitos das crianças e adolescentes. Cada cidade possui ao menos uma unidade, que pode ser procurada pessoalmente para relatar qualquer suspeita. Os conselheiros têm autonomia para aplicar medidas de proteção e requisitar serviços públicos necessários.
O Ministério Público, em cada estado, também pode ser acionado, especialmente por meio de suas Promotorias de Justiça da Infância e da Juventude. Este órgão é fundamental para fiscalizar o cumprimento das leis e tomar medidas judiciais para a proteção das vítimas.
Em casos de emergência, quando a violência está acontecendo no momento, a Polícia Militar deve ser acionada imediatamente pelo número 190. A intervenção rápida é crucial para interromper a agressão e garantir a segurança da vítima. Após o atendimento, a ocorrência é encaminhada para a Polícia Civil e o Conselho Tutelar para investigação e acompanhamento do caso.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.