A resposta global à mpox: o que o Brasil pode aprender com outros países
Estratégias de vacinação, campanhas de conscientização e monitoramento de casos; veja como outras nações estão controlando o avanço da doença
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O Brasil registrou 140 casos confirmados de mpox desde o início de 2026, segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde em 9 de março. Deste total, o estado de São Paulo concentra 93 casos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 18. Sem mortes registradas e com números considerados estáveis, o cenário levanta discussões sobre estratégias de contenção e o que pode ser aprendido com a resposta de outras nações.
Enquanto o Brasil monitora a situação, outros países implementaram, em surtos anteriores, estratégias baseadas em três pilares principais: vacinação focada, comunicação clara e monitoramento de casos.
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Lições de outros países no combate à mpox
Uma das principais frentes de combate documentadas é a vacinação direcionada. Nações como os Estados Unidos e membros da União Europeia focaram em imunizar grupos de maior risco e pessoas que tiveram contato próximo com infectados. Essa abordagem otimiza o uso das doses disponíveis e ajuda a conter a disseminação de forma mais rápida.
A comunicação transparente também se provou fundamental. Campanhas de conscientização no Reino Unido e no Canadá, por exemplo, informaram a população sobre sintomas, formas de transmissão e como procurar ajuda médica. O objetivo foi educar sem criar pânico ou estigmatizar grupos específicos, promovendo a prevenção.
O fortalecimento da vigilância epidemiológica foi outro pilar importante. Países como a Alemanha ampliaram a capacidade de testagem em centros de saúde públicos, permitindo o diagnóstico rápido e o isolamento de novos casos. Essa agilidade é crucial para quebrar a cadeia de transmissão antes que a doença se espalhe amplamente na comunidade.
Para o Brasil, a adaptação dessas experiências pode ser decisiva. Acelerar a vacinação para as populações mais vulneráveis e intensificar as campanhas informativas são passos que podem ajudar a manter o controle da doença. A integração de testagem acessível com uma comunicação clara se apresenta como o caminho para evitar o aumento de casos e garantir que o cenário atual não se transforme em uma emergência de saúde pública de maior escala.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.