Eclipse solar e mitos: as lendas que povos antigos criaram para o fenômeno
Antes da ciência, o evento inspirava medo e fascínio; conheça as histórias e crenças de diferentes civilizações sobre o escurecimento do Sol
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Antes que a ciência explicasse o balé cósmico entre a Terra, a Lua e o Sol, o súbito escurecimento do dia era um evento que provocava medo e admiração. Sem o conhecimento da astronomia, civilizações antigas ao redor do mundo criaram narrativas fantásticas para dar sentido ao fenômeno. Eram deuses, demônios e animais míticos os protagonistas dessas histórias.
Essas lendas, passadas de geração em geração, revelam como cada cultura interpretava o universo e seu lugar nele. O desaparecimento temporário do Sol era frequentemente visto como um mau presságio, um sinal de fúria divina ou uma batalha celestial com consequências diretas para a humanidade.
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Criaturas celestiais e batalhas cósmicas
Para os vikings, o céu era um campo de uma perseguição eterna. Segundo a mitologia nórdica, dois lobos gigantes, Skoll e Hati, caçavam incansavelmente o Sol e a Lua. Um eclipse solar significava que Skoll estava perigosamente perto de alcançar sua presa, um prenúncio do Ragnarok, a batalha do fim do mundo. Assim como outros povos, os nórdicos faziam barulho para assustar o lobo e proteger o Sol.
Na China antiga, a explicação era igualmente dramática: um dragão celestial estava devorando o Sol. Para proteger sua fonte de luz e calor, a população fazia o máximo de barulho possível, batendo em potes e tambores para assustar a criatura e forçá-la a cuspir o astro de volta.
Uma criatura diferente protagonizava a lenda no Vietnã. Ali, um sapo gigante e guloso era o responsável por engolir o Sol. Assim como na China, o povo se unia em um esforço barulhento para espantar o animal e restaurar a ordem no céu.
A mitologia hindu narra a história do demônio Rahu, que, disfarçado, tentou beber o néctar da imortalidade reservado aos deuses. O Sol e a Lua o denunciaram, e o deus Vishnu o decapitou antes que a bebida passasse por sua garganta. Sua cabeça, no entanto, tornou-se imortal e, por vingança, persegue os dois astros para devorá-los. O eclipse acontece quando Rahu consegue engolir o Sol, mas como o demônio não tem corpo, o astro logo reaparece ao passar por sua garganta.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.