Mpox: Por que a doença voltou a ser uma emergência de saúde global?
OMS restabeleceu o status de emergência em 2024 devido a um surto na África; entenda a situação atual e os riscos em cada continente.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou novamente a mpox uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional em agosto de 2024, e este status de alerta máximo permanece em vigor em 2026. A decisão reverteu o encerramento da emergência anterior, que vigorou de julho de 2022 a maio de 2023, e foi motivada pela disseminação de uma variante mais perigosa do vírus.
Enquanto a primeira emergência foi suspensa devido à queda global no número de casos e ao aumento da imunidade, o cenário mudou com a expansão de um novo surto na África. Isso levou a OMS a reavaliar o risco e restabelecer o alerta, pedindo aos países que intensifiquem as medidas de vigilância e controle.
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Como está a situação da mpox no mundo?
Atualmente, o cenário epidemiológico da mpox varia bastante entre os continentes, com o foco da crise concentrado na África.
O epicentro da preocupação global, e motivo da reativação da emergência, é o continente africano, especialmente a República Democrática do Congo. A região enfrenta um surto severo do clado Ib do vírus, uma variante considerada mais transmissível e com maior taxa de letalidade. A circulação endêmica do vírus em países da África Central e Ocidental continua sendo a principal fonte de casos no continente.
Nas Américas, que lideraram o número de casos durante o surto de 2022, a situação é mais controlada, mas o continente ainda registra o maior volume de infecções fora da África. Surtos localizados, como o observado recentemente no Brasil, reforçam a necessidade de manter as estratégias de vacinação para grupos de maior risco e o diagnóstico rápido.
Na Europa, Ásia e Oceania, os casos são majoritariamente esporádicos e, em geral, associados a viagens internacionais ou a pequenas cadeias de transmissão rapidamente contidas pelos sistemas de saúde locais. A vigilância nessas regiões foca em detectar precocemente qualquer importação do vírus para evitar sua disseminação comunitária.
Com a emergência de saúde em vigor, a orientação da OMS é de que os países reforcem a vigilância, acelerem a vacinação de grupos vulneráveis e intensifiquem as medidas de controle para conter a disseminação do vírus. A cooperação internacional é considerada crucial para apoiar os países mais afetados e evitar que o surto atual se expanda ainda mais.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.