Desigualdade salarial: mulheres ganham 21% a menos que homens
Dados de 2025 mostram que a diferença de remuneração entre gêneros aumentou no Brasil; entenda o cenário atual
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Mesmo ocupando os mesmos cargos e com níveis de formação semelhantes, as mulheres no Brasil recebem, em média, 21,2% a menos que os homens. O dado, divulgado no 4º Relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego, com base em informações de 2024 e 2025, revela uma piora no cenário, que era de 19,4% no início de 2024. Essa disparidade se intensifica ainda mais no recorte racial, com mulheres negras recebendo 53% a menos que homens brancos. A análise considera os dados de empresas com 100 ou mais empregados.
A situação é mais crítica em posições de maior remuneração. Nos cargos de diretoras e gerentes, por exemplo, a diferença salarial chega a 26,8%. Isso indica que, quanto mais alto o degrau na carreira corporativa, maior tende a ser o abismo financeiro entre homens e mulheres.
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Fatores como a dupla jornada, com a maior carga de trabalho doméstico e cuidado com os filhos, e o viés inconsciente em processos de promoção e contratação são apontados como algumas das principais causas para a persistência desse cenário. A interrupção na carreira por conta da maternidade também impacta diretamente a trajetória salarial de muitas profissionais. A Lei de Igualdade Salarial (Lei nº 14.611/2023), que exige mais transparência das empresas, busca ser uma ferramenta para combater essas distorções.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.