Perdeu o carro na enchente? Veja se o seguro cobre e como proceder
Entenda as cláusulas do seu contrato de seguro e o passo a passo para acionar a seguradora em caso de desastres naturais; saiba o que fazer
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As fortes chuvas que atingem diversas cidades brasileiras, especialmente durante os períodos de maior volume de precipitação, deixam muitos motoristas em alerta. Ver um carro submerso é uma imagem preocupante, mas a boa notícia é que a maioria dos seguros de automóvel pode, sim, cobrir os prejuízos causados por enchentes e alagamentos.
O direito à indenização, no entanto, depende do tipo de apólice contratada. É fundamental que o contrato inclua a chamada cobertura compreensiva, também conhecida como "seguro total". Ela é a mais comum no mercado e protege o veículo contra diversos riscos, como roubo, furto, incêndio e fenômenos naturais.
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Essa proteção costuma abranger danos causados por alagamento, inundação, queda de árvores e granizo. Se a sua apólice for apenas a básica, que cobre somente roubo e furto, os estragos provocados pela água não estarão incluídos. É essencial verificar as condições específicas do seu contrato, pois as cláusulas podem variar entre as seguradoras.
O que a seguradora pode negar?
A principal recusa de cobertura acontece quando a seguradora entende que o motorista agravou o risco de forma intencional. Isso significa que, se o condutor tentar atravessar uma rua visivelmente alagada e o carro parar de funcionar, a empresa pode negar o pagamento.
A situação é diferente se o veículo estava estacionado em um local seguro e a água subiu de repente, invadindo o automóvel. Neste caso, não houve agravamento do risco por parte do proprietário, e a cobertura para desastres naturais é acionada.
Passo a passo para acionar o seguro
Priorize a segurança: não tente ligar o motor ou remover o carro se a área ainda estiver alagada ou oferecer riscos. A sua segurança vem sempre em primeiro lugar.
Registre tudo: assim que for seguro, fotografe e filme os danos no veículo e o local onde ele estava. Mostre o nível que a água atingiu e, se possível, utilize recursos que registrem data e hora. Esses registros são provas importantes para a seguradora.
Comunique o sinistro: entre em contato com a sua seguradora o mais rápido possível por telefone ou aplicativo para abrir um "aviso de sinistro". Fique atento aos prazos estipulados em contrato para essa comunicação. Tenha em mãos seus documentos pessoais e os do veículo.
Boletim de Ocorrência: verifique se a sua seguradora exige a apresentação de um Boletim de Ocorrência (B.O.). Em muitos casos, ele pode ser registrado online, facilitando o processo.
Aguarde a vistoria: a seguradora enviará um perito para avaliar os danos. Ele vai determinar se o conserto é viável (perda parcial) ou se o custo do reparo ultrapassa um percentual do valor do carro, geralmente 75%, caracterizando "perda total". No primeiro caso, o conserto é autorizado; no segundo, inicia-se o processo para o pagamento da indenização integral.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.