Turismo astronômico: os melhores destinos para observar as estrelas
Viajar para ver o céu é uma tendência crescente; conheça lugares no Brasil e no mundo com pouca luz artificial, ideais para uma experiência inesquecível
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O crescente interesse por fenômenos astronômicos, como os alinhamentos de planetas, está impulsionando uma modalidade de viagem conhecida como turismo astronômico, já apontada como tendência pelo Ministério do Turismo. A proposta é simples: visitar lugares com pouca ou nenhuma poluição luminosa para ter uma visão privilegiada do céu noturno, repleto de estrelas, planetas e galáxias.
Essa busca por céus limpos leva viajantes a se afastarem dos grandes centros urbanos. A iluminação artificial das cidades ofusca a maior parte dos astros, criando um véu que nos impede de ver o espetáculo cósmico em sua totalidade. Por isso, destinos remotos e com natureza preservada se tornam os locais ideais para essa imersão, um setor em expansão globalmente, com a designação de 20 novos Parques Internacionais de Céu Escuro no mundo apenas em 2024.
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Onde observar as estrelas no Brasil
O território brasileiro oferece excelentes opções para quem deseja se aventurar no astroturismo. Com vastas áreas de preservação ambiental, alguns parques se destacam como pontos de observação ideais para ver a Via Láctea e outros corpos celestes.
Entre os destinos mais procurados estão:
Parque Estadual do Desengano (RJ): localizado no município de Santa Maria Madalena, abriga o primeiro Parque de Céu Escuro da América Latina com certificação internacional (Dark Sky Park), um reconhecimento pela qualidade excepcional de seu céu noturno.
Parque Nacional da Chapada Diamantina (BA): a região, especialmente o Vale do Pati, possui noites de céu límpido e escuro, perfeitas para a observação a olho nu.
Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO): conhecido pelo misticismo, o local também oferece um céu espetacular, com destaque para a área do Alto Paraíso de Goiás.
Parque Nacional do Itatiaia (RJ/MG): por estar em uma região de altitude elevada, o ar mais rarefeito facilita a visualização das estrelas sem distorções atmosféricas.
Destinos internacionais imperdíveis
Fora do Brasil, alguns lugares são considerados santuários para os amantes da astronomia. A combinação de altitude, clima seco e baixa densidade populacional cria condições perfeitas para a prática.
O Deserto do Atacama, no Chile, é talvez o destino mais famoso do mundo para essa finalidade. Seu ar extremamente seco e os mais de 300 dias de céu sem nuvens por ano atraem tanto turistas quanto os maiores observatórios astronômicos do planeta.
Na Europa, as Ilhas Canárias, na Espanha, se destacam. Locais como La Palma e Tenerife possuem a certificação Starlight, que atesta a qualidade do céu e a existência de leis que o protegem da poluição luminosa. Nos Estados Unidos, parques nacionais como o Death Valley (Califórnia) e o Big Bend (Texas) possuem a certificação oficial de "Parque Internacional de Céu Escuro", garantindo uma experiência autêntica.
Como se preparar para a experiência
Para aproveitar ao máximo a viagem, um planejamento mínimo é recomendado. A escolha da data é fundamental, pois a lua cheia, com seu brilho intenso, pode ofuscar a luz das estrelas mais distantes. O ideal é programar a visita durante a fase de lua nova.
Levar roupas de frio é importante, mesmo em destinos desérticos, pois as temperaturas costumam cair drasticamente durante a noite. Além disso, aplicativos de astronomia para celular podem ajudar a identificar constelações e planetas, enriquecendo a experiência de observação. Binóculos, mesmo os mais simples, já permitem uma visão mais detalhada de crateras na Lua e de aglomerados de estrelas.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.