Picada de cobra: o que fazer (e o que nunca fazer) em um acidente
O caso do homem em Frutal alerta para os perigos; saiba como agir corretamente para garantir um socorro eficaz e evitar complicações graves
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A morte de um homem de 39 anos em Frutal, Minas Gerais, dias após ser picado por uma cascavel, acende um alerta sobre a importância de agir rápido e corretamente em acidentes com cobras. Saber os procedimentos corretos pode ser a diferença entre a vida e a morte, pois muitas práticas populares são perigosas e podem agravar o quadro da vítima.
O tempo é um fator crítico. A primeira e mais importante medida é levar a pessoa picada ao serviço de saúde mais próximo o mais rápido possível. Apenas em hospitais e unidades de pronto-atendimento está disponível o soro antiofídico, o único tratamento eficaz para neutralizar o veneno no organismo.
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O que fazer em caso de picada
A agilidade e a calma são essenciais para um desfecho positivo. Se possível, e sem correr riscos, tente identificar a cobra (por foto, por exemplo), pois isso ajuda a equipe médica a escolher o soro antiofídico correto. Siga estes passos:
Lave o local da picada com água e sabão;
Mantenha a vítima deitada e calma;
Mantenha o membro afetado imobilizado e em posição neutra, evitando movimentá-lo;
Leve a pessoa imediatamente ao hospital ou pronto-socorro mais próximo.
O que nunca fazer
Muitas crenças populares sobre como tratar picadas de cobra são extremamente perigosas. Aplicar qualquer uma dessas "técnicas" pode piorar a lesão no local e acelerar a absorção do veneno, além de aumentar o risco de infecções graves. Evite a todo custo:
Fazer torniquetes ou garrotes no membro atingido;
Cortar, furar ou sugar o local da picada;
Colocar pó de café, folhas, álcool ou qualquer outra substância sobre a ferida;
Oferecer bebidas alcoólicas, querosene ou qualquer tipo de líquido à vítima.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.