IRPF 2026: 5 erros comuns que podem te levar direto para a malha fina
Omitir rendimentos e errar na digitação estão entre os deslizes mais frequentes; confira dicas para não ter dor de cabeça com o Leão.
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A entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 se aproxima, com previsão de início em 16 de março e término em 29 de maio, e, com ela, a atenção dos contribuintes para evitar a temida malha fina. Pequenos erros ou a falta de organização podem resultar em pendências com a Receita Federal, gerando multas e a necessidade de retificar informações. Para garantir uma declaração tranquila, é fundamental conhecer os deslizes mais comuns e saber como evitá-los.
O processo exige a coleta de diversos documentos, como os informes de rendimentos de todas as fontes pagadoras (que já devem ter sido disponibilizados), comprovantes de despesas médicas e de educação, além de documentos de bens e direitos. Um planejamento prévio e uma revisão cuidadosa antes do envio são os passos mais importantes para não ter problemas com o Leão.
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Principais erros ao declarar o Imposto de Renda
Descuidos simples são os maiores responsáveis por reter uma declaração na malha fina. A boa notícia é que a maioria deles pode ser facilmente evitada com um pouco mais de atenção. Confira os cinco erros mais frequentes:
Omitir fontes de renda: esquecer de declarar todos os rendimentos recebidos é uma das falhas mais graves. Muitas pessoas se concentram apenas no salário principal e deixam de fora valores de aluguéis, pensões, trabalhos autônomos ou até mesmo o salário de um emprego anterior, que foi deixado durante o ano-base.
É crucial reunir todos os informes de rendimentos, inclusive de contas bancárias e investimentos, para garantir que nenhum valor seja esquecido.
Informar despesas médicas incorretas: gastos com saúde são dedutíveis, mas existem regras claras. Lançar despesas sem o devido comprovante, como recibo ou nota fiscal com CPF, é um erro comum. Outro deslize é incluir pagamentos feitos a pessoas que não são suas dependentes legais, como pais que tiveram rendimentos acima do limite estabelecido pela Receita Federal ou outros parentes que não cumprem os requisitos.
Erros de digitação: um simples número errado pode criar uma grande inconsistência. A inversão de vírgulas e pontos ao digitar valores, ou o preenchimento incorreto do CPF de um dependente ou de uma fonte pagadora, são falhas que o sistema da Receita identifica rapidamente. Por isso, a revisão de todos os dados inseridos é indispensável.
Não atualizar a lista de bens e direitos: a variação do seu patrimônio de um ano para o outro precisa ser compatível com a sua renda declarada. Deixar de informar a compra ou a venda de um carro ou imóvel, por exemplo, acende um alerta no Fisco. Mantenha a ficha de "Bens e Direitos" sempre atualizada com as transações realizadas.
Declarar dependentes em duplicidade: esta situação ocorre com frequência entre pais separados, quando ambos declaram o mesmo filho. Apenas um dos responsáveis pode incluí-lo como dependente. Além disso, é obrigatório informar todos os rendimentos do dependente, caso ele tenha, como de um estágio ou de uma bolsa de estudos, o que muitos contribuintes esquecem de fazer.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.