Culinária do sertão: pratos típicos que você precisa experimentar
Carne de sol, baião de dois e rubacão são só o começo; descubra os sabores autênticos e as histórias por trás das receitas do sertão nordestino
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A culinária do sertão nordestino é muito mais do que um simples cardápio; é um registro vivo da história e da criatividade de seu povo. Pratos como a carne de sol, o baião de dois e o rubacão nasceram da necessidade de aproveitar ao máximo os ingredientes disponíveis em uma região de clima desafiador, transformando-se em símbolos de resistência e sabor.
Essas receitas, passadas entre gerações, combinam técnicas de conservação com a riqueza de produtos locais, como a macaxeira, o feijão-verde e a manteiga de garrafa. O resultado é uma gastronomia robusta, cheia de identidade e que encanta paladares em todo o Brasil, refletindo a alma do sertanejo em cada garfada.
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Sabores que contam histórias
A carne de sol é talvez o prato mais emblemático. Trata-se de uma carne bovina levemente salgada e deixada para secar em local coberto e ventilado. O processo, diferente da carne-seca, mantém sua maciez. Geralmente, é servida em lascas ou bifes acebolados, acompanhada de macaxeira cozida e um toque de manteiga de garrafa.
Outro clássico indispensável é o baião de dois. A receita tradicional une arroz e feijão-verde cozidos juntos, mas ganha corpo e sabor com a adição de carne-seca ou charque desfiado, queijo coalho em cubos, toucinho e cheiro-verde. É uma refeição completa, prática e que representa a fartura à mesa sertaneja.
Para quem busca uma versão ainda mais cremosa e rica, o rubacão é a escolha certa. Típico da Paraíba, o prato leva feijão-verde, arroz, carne-seca e charque, mas seu grande diferencial é a cremosidade, obtida com a adição de leite ou nata e, claro, muito queijo coalho, que derrete e se mistura aos demais ingredientes.
A paçoca de carne de sol também merece destaque. Nela, a carne desfiada é socada em um pilão junto com farinha de mandioca e cebola roxa picada, resultando em uma farofa úmida e saborosa. Era a comida ideal para longas viagens, pois não estragava com facilidade e garantia a energia necessária para os vaqueiros.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.