Cultura

Mitos e lendas: como as culturas antigas viam o eclipse lunar

Dragões que devoravam a lua, presságios de guerra e sinais divinos; viaje no tempo e descubra as fascinantes interpretações sobre o fenômeno

Publicidade
Carregando...

Enquanto hoje observamos um eclipse lunar com curiosidade científica, civilizações antigas viam o fenômeno como um evento assustador e de grande significado. O desaparecimento temporário da lua no céu era interpretado como um sinal divino, um presságio ou uma batalha cósmica sendo travada sobre suas cabeças.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Para muitos povos, o escurecimento da lua era um sinal de que os deuses estavam zangados. Na Mesopotâmia, os astrônomos registravam os eclipses com precisão, pois acreditavam que eram presságios diretos para o rei e o reino. Um eclipse lunar poderia significar fome, guerra ou a morte do monarca, levando à realização de rituais para evitar a catástrofe.

Leia Mais

Devoradores celestiais

Uma das explicações mais comuns ao redor do mundo envolvia criaturas míticas que devoravam o astro. Na China antiga, a crença popular dizia que um grande dragão celestial engolia a lua. Para salvá-la, as pessoas batiam tambores, potes e faziam o máximo de barulho possível para assustar a fera e forçá-la a libertar o satélite.

Na cultura inca, o agressor era uma onça-pintada (jaguar). O tom avermelhado da lua durante o eclipse, que hoje chamamos de "lua de sangue", era interpretado como o sangue do astro ferido pelo ataque do felino. O temor era que, após devorar a lua, a criatura descesse à Terra para atacar as pessoas.

A mitologia hindu também narra uma história semelhante, em que o demônio Rahu, em um ato de vingança, tenta engolir a lua. O eclipse terminava quando o corpo decapitado do demônio não conseguia reter o astro, que escapava por seu pescoço.

Sinais de mudança e renovação

Apesar do medo generalizado, algumas culturas tinham uma visão diferente. Certas tribos de nativos americanos, como os Hupa do norte da Califórnia, viam o eclipse como um momento de renovação. Para eles, a lua estava doente ou ferida, e o evento cósmico era um sinal de que precisava ser curada por meio de cânticos e orações.

Essa variedade de interpretações mostra como o céu noturno sempre foi uma tela para as esperanças e os medos da humanidade. Com o avanço da ciência, o temor deu lugar à admiração pelo balé cósmico entre Sol, Terra e Lua, mas as lendas antigas permanecem como um registro da nossa busca por respostas no universo.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Tópicos relacionados:

eclipse eclipse-lunar lua

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay