Leilão de carros do Detran: vale a pena comprar? Veja os riscos
Os preços baixos podem ser atraentes, mas é preciso ter cuidado; saiba como funciona um leilão de veículos e quais as precauções para não ter prejuízo
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A chance de comprar um carro ou moto por um preço bem abaixo do mercado atrai muitos interessados aos leilões organizados pelo Detran. Contudo, o que parece uma oportunidade única pode esconder armadilhas que transformam o sonho em um grande prejuízo. Entender o funcionamento, os riscos envolvidos e, principalmente, que as regras podem variar entre os estados é fundamental antes de dar qualquer lance.
Os veículos leiloados são, em sua maioria, apreendidos por irregularidades administrativas, como licenciamento e IPVA atrasados. Eles ficam retidos nos pátios do órgão e, quando não são resgatados pelos proprietários no prazo legal, são colocados à venda para quitar as dívidas acumuladas.
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Principais riscos ao comprar em leilão
O principal alerta é que o veículo é vendido “no estado em que se encontra”. Não é possível fazer um test drive e muitos carros possuem problemas mecânicos ocultos. Um motor que não funciona ou um câmbio danificado podem tornar a compra muito mais cara do que o previsto inicialmente.
Outro ponto de atenção são os débitos. Diferente do que muitos pensam, em leilões do Detran, os veículos classificados como 'conservados' (com direito a documentação) geralmente são entregues sem multas ou débitos de anos anteriores. A responsabilidade do arrematante costuma se limitar às taxas de transferência e ao licenciamento do ano corrente. No entanto, é absolutamente crucial confirmar essa informação no edital específico de cada leilão para não ter surpresas.
Muitos desses veículos também ficam parados por meses ou anos nos pátios, expostos ao sol e à chuva. Essa condição acelera o desgaste de componentes como pneus, borrachas e mangueiras, além de poder causar danos à pintura e ao interior do carro.
Como fazer um bom negócio e evitar prejuízos
A regra de ouro é ler o edital do leilão com atenção máxima. Este documento funciona como o contrato da compra e informa o estado do veículo, os débitos existentes, as taxas administrativas e todas as regras do processo. Ignorá-lo é o primeiro passo para ter problemas.
Sempre participe da visitação presencial, período em que os interessados podem inspecionar os veículos. Leve um mecânico de confiança para uma avaliação técnica. Ele poderá identificar avarias, sinais de batidas e possíveis problemas no motor que não aparecem nas fotos do site.
Antes de dar um lance, calcule o custo final. Some o valor do arremate, a comissão do leiloeiro (que varia conforme o leilão, podendo chegar a 8,75% ou mais sobre o lance), todas as dívidas documentadas no edital e uma reserva financeira para possíveis reparos. Compare o total com o valor de mercado do veículo na Tabela Fipe para ver se a compra realmente compensa.
Por fim, se possível, use a placa e o chassi informados no edital para verificar o histórico completo do veículo. Essa pesquisa pode revelar restrições judiciais ou outras pendências que poderiam impedir a transferência para o seu nome.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.