Economia

Seguro para carro elétrico: por que o valor ainda é tão alto

O preço do seguro é um dos pontos que mais pesa na decisão de compra; entenda os fatores que encarecem a apólice para modelos como o BYD Dolphin

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O sonho de ter um carro elétrico, como o popular BYD Dolphin, muitas vezes esbarra em um obstáculo inesperado: o preço do seguro. Para muitos motoristas que cotam a apólice, o valor chega a ser um susto e pode até inviabilizar a compra, mesmo com os benefícios de economia de combustível e manutenção reduzida.

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A diferença de preço pode ser significativa. Em alguns casos, o seguro de um veículo elétrico pode custar entre 10% e 20% a mais do que o de um modelo a combustão de preço similar, com um valor médio de apólice que pode variar entre R$ 7 mil e R$ 8 mil. Mas por que proteger um carro movido a bateria custa tão caro? A explicação está em uma combinação de fatores que vão desde a tecnologia embarcada até a falta de histórico de dados no mercado brasileiro.

Fatores que encarecem o seguro do carro elétrico

O coração de um carro elétrico é sua bateria, e ela é também o componente mais caro. Em caso de colisão, mesmo que leve, o custo para reparar ou substituir o conjunto de baterias pode representar uma parcela significativa do valor do veículo. As seguradoras repassam esse risco elevado para o preço da apólice, tornando-a mais cara.

A mão de obra para reparos também pesa na conta. Oficinas especializadas e profissionais qualificados para lidar com a alta voltagem e os sistemas complexos de um elétrico ainda são raros no Brasil. Esse cenário eleva o custo dos consertos e, consequentemente, do seguro, já que a seguradora precisa garantir uma rede credenciada apta para o serviço.

Outro ponto crucial é a falta de dados consolidados. As seguradoras calculam o risco com base em um longo histórico de sinistros. Como os carros elétricos são uma novidade por aqui, ainda há pouca informação sobre frequência de acidentes, perfil dos motoristas e custos reais de reparo a longo prazo. Na incerteza, as companhias adotam uma precificação mais conservadora.

Um dano na estrutura que abriga a bateria, por exemplo, pode levar à perda total do carro com mais frequência do que em um modelo a combustão. Essa maior probabilidade de indenização integral é um dos principais fatores que as seguradoras consideram ao definir o valor final para o consumidor.

A tendência, no entanto, é que esses valores diminuam com o tempo. O mercado já se mostra mais maduro, com mais seguradoras oferecendo produtos específicos para elétricos. À medida que a frota aumentar, as peças se tornarem mais acessíveis e as companhias acumularem mais dados sobre o comportamento desses veículos, o custo do seguro para modelos como o BYD Dolphin deve se tornar mais competitivo.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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