Tecnologia

Mosquitos do bem: as duas tecnologias inovadoras usadas contra a dengue no Brasil

De mosquitos transgênicos que controlam a população a mosquitos com uma bactéria que bloqueia o vírus, conheça as diferentes estratégias de combate ao Aedes aegypti

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Novas armas biológicas no combate à dengue estão ganhando espaço no Brasil: os chamados 'mosquitos do bem'. Tratam-se de duas tecnologias inovadoras que utilizam o próprio Aedes aegypti para controlar a transmissão de doenças como dengue, Zika e chikungunya em áreas urbanas.

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Embora o objetivo seja o mesmo — reduzir o impacto dessas doenças —, as estratégias são diferentes. No Brasil, duas principais abordagens se destacam: uma utiliza mosquitos geneticamente modificados para reduzir a população do vetor, enquanto a outra introduz uma bactéria que impede o desenvolvimento dos vírus no inseto.

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Mosquitos transgênicos: o 'Aedes do Bem'

Uma das tecnologias mais conhecidas é a dos mosquitos transgênicos, desenvolvida pela empresa Oxitec e comercializada sob a marca registrada 'Aedes do Bem'. O método consiste na liberação de mosquitos machos de Aedes aegypti que foram modificados em laboratório para carregar um gene autolimitante.

É importante lembrar que apenas as fêmeas picam e transmitem doenças. Ao serem soltos na natureza, esses machos modificados acasalam com as fêmeas selvagens e transmitem o gene para a prole. Os descendentes que herdam esse gene não conseguem chegar à fase adulta, o que causa uma redução drástica da população local do mosquito. Estudos realizados em cidades como Jacobina (BA) demonstraram uma eficácia de até 95% na redução do vetor.

Mosquitos com Wolbachia: um 'escudo' contra o vírus

Outra abordagem de grande impacto é o Método Wolbachia, conduzido no Brasil pela Fiocruz. Esta técnica não utiliza modificação genética, mas sim a introdução de uma bactéria natural chamada Wolbachia nos ovos do Aedes aegypti. Essa bactéria é comum em cerca de 60% dos insetos, mas não estava presente naturalmente no mosquito da dengue.

Quando presente no Aedes aegypti, a Wolbachia atua como um 'escudo', impedindo que os vírus da dengue, Zika e chikungunya se desenvolvam dentro do mosquito. Assim, mesmo que o mosquito pique uma pessoa infectada, ele não consegue transmitir os vírus para outras pessoas. Diferente do método transgênico, este não visa eliminar os mosquitos, mas sim substituir a população por mosquitos que não transmitem doenças. A tecnologia já está presente em cidades como Rio de Janeiro, Niterói, Belo Horizonte, Campo Grande e Petrolina.

Estratégias seguras e complementares

Ambas as tecnologias são consideradas seguras para o meio ambiente e para a saúde humana, pois são específicas para o Aedes aegypti e não afetam outros insetos, animais ou pessoas. No entanto, elas funcionam como ferramentas complementares de controle vetorial e não eliminam a necessidade dos cuidados básicos. A população deve continuar eliminando recipientes com água parada, pois a combinação de métodos é a forma mais eficiente de combater o mosquito.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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