Fibromialgia: 7 mitos e verdades sobre a 'doença invisível'
Agora que a Lei da Fibromialgia entrou em vigor e garante direitos, é hora de entender melhor a condição que vai muito além da dor e afeta milhões de brasileiros
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A nova lei (Lei nº 15.176/2025) que reconhece a fibromialgia como deficiência, sancionada em julho de 2025 e em vigor desde janeiro de 2026, trouxe um novo status para milhões de brasileiros. A condição, muitas vezes chamada de 'doença invisível' por não ter marcadores externos, agora garante direitos e acesso a políticas públicas, mediante avaliação biopsicossocial que comprove as limitações funcionais. Com essa mudança, entender o que é mito e o que é verdade sobre a síndrome se tornou ainda mais essencial.
A fibromialgia é uma síndrome crônica que causa dor generalizada e sensibilidade em todo o corpo, mas seus impactos vão muito além, afetando aproximadamente 3% da população brasileira. Para desvendar os principais equívocos sobre a condição, separamos sete mitos e verdades que ajudam a compreender melhor o diagnóstico e a realidade dos pacientes.
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1. Mito: É uma doença psicológica ou “coisa da sua cabeça”.
Verdade: a fibromialgia é uma condição neurológica real que afeta a forma como o cérebro e a medula espinhal processam os sinais de dor. Fatores emocionais, como o estresse, podem intensificar os sintomas, mas não são a causa principal da doença. É uma desordem física com base no sistema nervoso central.
2. Mito: O único sintoma é a dor no corpo.
Verdade: a dor difusa é o sintoma mais conhecido, mas a síndrome é complexa. Ela inclui fadiga crônica e debilitante, distúrbios do sono, rigidez muscular e dificuldades cognitivas, como problemas de memória e concentração, popularmente conhecidos como “fibro fog” ou névoa mental.
3. Mito: Atinge apenas mulheres mais velhas.
Verdade: embora seja mais diagnosticada em mulheres entre 30 e 50 anos (estima-se que 7 a 9 em cada 10 pacientes sejam do sexo feminino), a fibromialgia pode afetar homens, jovens e até crianças. O diagnóstico pode ocorrer em qualquer fase da vida, desmistificando a ideia de que é uma doença ligada exclusivamente ao envelhecimento.
4. Mito: Não existe tratamento para a fibromialgia.
Verdade: ainda não há cura, mas existe uma variedade de tratamentos eficazes para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. A abordagem costuma ser multidisciplinar, combinando medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos de baixo impacto e acompanhamento psicológico.
5. Mito: É uma desculpa para ser preguiçoso.
Verdade: a fadiga associada à fibromialgia é avassaladora e não se compara ao cansaço comum. Pacientes frequentemente lutam para realizar tarefas diárias simples, como tomar banho ou cozinhar. Essa exaustão é um sintoma real da doença e não tem relação com falta de vontade.
6. Mito: Fazer exercícios físicos piora a dor.
Verdade: o sedentarismo pode, na verdade, agravar o quadro. Atividades físicas leves e regulares, como caminhada, natação ou ioga, são fundamentais no tratamento. Elas ajudam a fortalecer os músculos, melhorar a qualidade do sono e liberar endorfinas, que funcionam como analgésicos naturais.
7. Mito: É a mesma coisa que artrite.
Verdade: apesar de ambas causarem dor crônica, são condições diferentes. A artrite é uma doença inflamatória que afeta diretamente as articulações. A fibromialgia, por outro lado, é uma síndrome de sensibilização central do sistema nervoso, que amplifica a percepção da dor em todo o corpo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.