'Em briga de marido e mulher, se mete a colher sim': o que fazer
Os casos recentes em MG mostram a importância de intervir; saiba como agir com segurança ao presenciar uma agressão contra a mulher sem se colocar em risco
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Os recentes casos de agressão contra mulheres em Minas Gerais, que chocaram o país, reabriram o debate sobre um antigo e perigoso ditado popular. A verdade é que "em briga de marido e mulher, se mete a colher sim". A dúvida de muitas pessoas, no entanto, não é se devem intervir, mas como fazer isso de forma segura, protegendo a vítima sem se tornar um alvo.
Intervir diretamente em uma briga pode ser arriscado. O agressor, em um momento de fúria, pode voltar sua violência contra quem tenta ajudar, colocando mais vidas em perigo. A boa notícia é que existem maneiras eficazes e seguras de agir que não envolvem o confronto físico. O objetivo é quebrar o ciclo da agressão e garantir que a vítima receba ajuda profissional.
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A atitude mais importante é acionar as autoridades. A segurança da vítima e a sua própria devem ser sempre a prioridade máxima. Ignorar os sinais ou o pedido de socorro, mesmo que silencioso, pode ter consequências trágicas. Saber como proceder faz toda a diferença.
O que fazer ao presenciar uma agressão
Agir com estratégia é fundamental para garantir a segurança de todos. Se você ouvir ou presenciar uma situação de violência doméstica, siga os passos abaixo:
Ligue para a Polícia Militar (190): esta é a primeira e mais crucial atitude. Ao ligar, informe o endereço completo e, se possível, detalhes como o número do apartamento. Descreva o que está ouvindo, como gritos e barulhos de objetos quebrando. Você não precisa se identificar, a denúncia pode ser anônima.
Crie uma distração segura: se sentir que há uma brecha segura, sem se expor, você pode criar um desvio. Toque a campainha ou o interfone e faça uma pergunta trivial, como pedir uma xícara de açúcar ou perguntar sobre um carro mal estacionado. Isso pode interromper a agressão momentaneamente.
Busque ajuda de outras pessoas: caso esteja em um prédio, chame o porteiro ou um vizinho de confiança. Em locais públicos, alerte outras pessoas ao redor para que mais gente possa acionar a polícia, tornando a denúncia mais forte. Fazer barulho pode inibir o agressor.
Ofereça apoio depois do ocorrido: se você conhece a vítima, procure-a em um momento seguro e a sós. Ofereça um ombro amigo, um copo de água ou um lugar seguro para ela ficar. Informe sobre os canais de ajuda disponíveis, como o Ligue 180.
Canais de Ajuda e Denúncia
Além de acionar a Polícia Militar (190) em casos de emergência, existem outros canais de apoio. O Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e a ligação é gratuita. O serviço oferece escuta qualificada e orientação. Em muitas cidades, também é possível procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) para registrar a ocorrência e receber amparo. Lembre-se, sua atitude pode salvar uma vida.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.