Economia

Imposto de Renda 2026: 5 erros comuns que levam à malha fina

Omissão de rendimentos e informações incorretas estão no topo da lista; veja as falhas mais frequentes na declaração e saiba como evitá-las este ano

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A declaração do Imposto de Renda 2026, referente aos ganhos de 2025, exige atenção aos detalhes para evitar a malha fina da Receita Federal. O prazo de entrega deve ser anunciado pela Receita Federal em março de 2026, seguindo o padrão dos últimos anos (geralmente de meados de março ao final de maio). O principal motivo para cair na fiscalização é o cruzamento de dados: as informações que você envia são comparadas com as fornecidas por empresas, bancos e outras fontes pagadoras.

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Qualquer inconsistência entre o que foi declarado pelo contribuinte e o que foi informado por terceiros pode reter a declaração para uma análise mais aprofundada. Pequenos descuidos ou a falta de conhecimento sobre as regras são suficientes para gerar pendências e atrasar a restituição, quando houver.

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Para ajudar você a não cometer essas falhas, listamos os principais motivos que levam os contribuintes à malha fina. Conhecer esses pontos é fundamental para preencher o documento com mais segurança.

1. Omitir fontes de renda

Esquecer de informar um segundo emprego, aluguéis recebidos, pensões ou até mesmo rendimentos de trabalhos como freelancer está no topo da lista. A Receita Federal recebe esses dados diretamente das fontes pagadoras, tornando a inconsistência fácil de detectar.

Todos os rendimentos tributáveis, mesmo aqueles sem vínculo empregatício formal, precisam ser declarados. Isso inclui valores recebidos de pessoas físicas e do exterior.

2. Informar despesas médicas incorretas

Incluir gastos não dedutíveis, como tratamentos estéticos, ou informar valores diferentes dos recibos são falhas frequentes. Despesas como tratamentos odontológicos, psicológicos e fisioterapêuticos são dedutíveis, mas todas as despesas médicas declaradas precisam ter comprovante, com o CPF ou CNPJ do prestador de serviço claramente identificado.

Outro ponto de atenção é declarar despesas de profissionais sem CPF ou CNPJ válido. O sistema da Receita cruza essas informações para verificar a autenticidade dos gastos.

3. Erros com dependentes

Muitos contribuintes incluem um dependente na declaração, mas esquecem de informar os rendimentos dele, como salários de estágio ou bolsas de estudo. Se o dependente teve qualquer tipo de renda, ela deve ser somada à sua.

Também é comum manter como dependente alguém que já não se enquadra mais nas regras. Filhos podem ser incluídos como dependentes até completarem 24 anos, se estiverem cursando ensino superior ou escola técnica de segundo grau. Após completar 24 anos, deixam de se enquadrar automaticamente nas regras de dependência.

4. Variação patrimonial incompatível

Se você comprou um carro ou um imóvel em 2025, a origem do dinheiro precisa estar clara na sua declaração. Um aumento de patrimônio sem rendimentos que o justifiquem é um forte sinal de alerta para a fiscalização.

A Receita compara os bens declarados com os rendimentos informados para garantir que a evolução do seu patrimônio seja compatível com a sua renda.

5. Erros de digitação

Um CPF errado, um CNPJ de uma fonte pagadora incorreto ou um zero a mais ou a menos em um valor podem parecer pequenos, mas são suficientes para reter a sua declaração. Revise todos os números com cuidado antes de enviar o documento.

Essa verificação minuciosa evita que o sistema identifique uma divergência simples, mas que pode causar grandes transtornos até ser resolvida.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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