Quaresma: o significado da penitência em diferentes religiões pelo mundo
O período de reflexão e sacrifício não é exclusividade católica; conheça práticas semelhantes no judaísmo, islamismo e budismo e entenda o porquê
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A chegada da Quaresma desperta nos católicos a tradicional dúvida sobre o consumo de carne, mas o período de 40 dias de penitência e reflexão é parte de uma prática muito mais ampla. Em diversas partes do mundo, outras grandes religiões também dedicam épocas específicas do ano ao sacrifício e à introspecção, cada uma com seus próprios rituais e significados.
Para os cristãos, a Quaresma relembra o período em que Jesus Cristo jejuou no deserto. A abstinência de carne, especialmente às sextas-feiras, é um dos atos mais conhecidos, mas o objetivo central é a conversão espiritual. Trata-se de um tempo para intensificar a oração, praticar a caridade e se preparar para a celebração da Páscoa.
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Essa busca por purificação e conexão com o sagrado, no entanto, não é uma exclusividade do cristianismo. Outras crenças possuem tradições semelhantes, que mostram um elo comum na experiência humana da fé.
Práticas em outras religiões
No judaísmo, o dia mais sagrado do ano é o Yom Kippur, conhecido como o Dia do Perdão, que ocorre geralmente entre setembro e outubro. Nele, os judeus praticam um jejum rigoroso de 25 horas, sem comida ou água. O foco é a expiação dos pecados cometidos contra Deus, por meio de orações intensas e arrependimento sincero.
Os muçulmanos observam o Ramadã, o nono mês do calendário islâmico. Por ser um calendário lunar, sua data é móvel a cada ano. Durante este período, eles jejuam do nascer ao pôr do sol, abstendo-se de alimentos, bebidas e outras necessidades físicas. O Ramadã é visto como um momento para aprofundar a fé, a disciplina e a empatia pelos menos afortunados, além de celebrar a revelação do Alcorão.
No budismo, especialmente na tradição Theravada, existe o Vassa. Este é um retiro de três meses durante a estação chuvosa, no qual os monges se dedicam a um estudo e meditação mais intensos. Embora não seja um jejum obrigatório para todos, muitos leigos aproveitam a época para adotar práticas ascéticas, como abandonar o consumo de carne ou álcool, como forma de disciplina mental e espiritual.
Apesar das particularidades de cada tradição, o fio condutor é o mesmo: a ideia de que um sacrifício temporário pode levar a um crescimento espiritual duradouro e a uma maior compreensão de si mesmo e do divino.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.