5 avanços promissores no tratamento de lesão medular
Da regeneração de neurônios no Brasil a 'pontes digitais' na Suíça, novas terapias combinam biologia e tecnologia para restaurar movimentos.
compartilhe
SIGA
Novas esperanças para pessoas com lesão medular surgem de uma pesquisa brasileira com a proteína polilaminina. O estudo, que busca reconectar neurônios e restaurar movimentos, é parte de um esforço global que tem acelerado o desenvolvimento de novas terapias. Em laboratórios ao redor do mundo, cientistas testam abordagens inovadoras que prometem mudar a vida de milhões de pessoas.
As linhas de pesquisa são variadas, combinando biologia, tecnologia e reabilitação intensiva. Enquanto alguns tratamentos focam na regeneração do tecido nervoso danificado, outros criam 'atalhos' tecnológicos para contornar a lesão. Essas iniciativas representam alguns dos avanços mais promissores na área atualmente.
Leia Mais
Cientista que criou remédio para lesão medular diz que 'não tem mais direito de ser conservadora'
Medicina regenerativa: o futuro do tratamento para artrose e dores crônicas
Conheça cinco das abordagens mais notáveis em andamento:
A polilaminina no Brasil
Desenvolvida por pesquisadores brasileiros, esta proteína sintética funciona como uma espécie de "cola biológica". Quando aplicada no local da lesão, ela cria uma estrutura que guia os neurônios a se reconectarem, ajudando a restaurar as vias de comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. Os testes em animais mostraram recuperação significativa da capacidade motora.Interface cérebro-espinha na Suíça
Cientistas suíços desenvolveram uma "ponte digital" que restabelece a comunicação entre o cérebro e a medula espinhal. Implantes leem os sinais cerebrais relacionados à intenção de movimento e os transmitem sem fio para um estimulador na medula, abaixo da lesão. A tecnologia já permitiu que um paciente voltasse a andar de forma natural.Terapia com células-tronco nos EUA
Nos Estados Unidos, testes avançam com o uso de células-tronco para tratar lesões medulares agudas. As células são injetadas no local da lesão para ajudar a reparar o tecido danificado, reduzir a inflamação e promover um ambiente mais favorável à regeneração. A abordagem tem mostrado potencial para limitar os danos logo após o trauma ocorrer.Estimulação elétrica epidural
Essa técnica utiliza um dispositivo implantado sobre a medula espinhal para enviar correntes elétricas contínuas. A estimulação ajuda a "acordar" os circuitos nervosos que ficaram dormentes abaixo do nível da lesão. Combinada com fisioterapia intensa, a terapia tem permitido que pacientes com paralisia total recuperem movimentos voluntários das pernas.Reabilitação com realidade virtual
A tecnologia também se tornou uma aliada importante na reabilitação. Programas de realidade virtual (VR) criam ambientes imersivos que incentivam os pacientes a realizar movimentos específicos. Essa prática ajuda a fortalecer as conexões neurais remanescentes e a treinar o cérebro para encontrar novas formas de controlar os músculos, acelerando o processo de recuperação funcional.Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.