Cultura

A história do Campo Grande, o circuito mais antigo de Salvador

Antes da Barra-Ondina, a folia acontecia aqui; conheça a origem do circuito Osmar e sua importância para a tradição do carnaval baiano

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Muitos foliões buscam a programação do circuito Campo Grande, mas poucos conhecem a história por trás do percurso mais antigo e tradicional do Carnaval de Salvador. Oficialmente batizado de Circuito Osmar, em homenagem a Osmar Macêdo, um dos inventores do trio elétrico, este trajeto é o verdadeiro berço da maior festa de rua do planeta.

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A rota, que atravessa o coração da capital baiana, liga a Praça Campo Grande à Praça Castro Alves, passando pela imponente Avenida Sete de Setembro. É um caminho que respira história e representa a alma da folia soteropolitana, onde a festa acontece de forma mais espontânea e popular, com grande espaço para o folião pipoca.

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Onde tudo começou

Antes da invenção que mudaria para sempre a festa, o carnaval de Salvador era bem diferente. A celebração se concentrava no centro da cidade, com desfiles de carros decorados, conhecidos como corsos, e bailes de máscaras em clubes fechados, um modelo inspirado nas festas europeias.

A grande virada aconteceu em 1950. Foi quando a dupla Adolfo Nascimento (Dodô) e Osmar Macêdo decidiu colocar alto-falantes em um Ford 1929, a famosa "fobica", e sair tocando frevos pelas ruas. A multidão, hipnotizada pelo som elétrico, seguiu o carro de forma espontânea, dando origem ao que hoje conhecemos como trio elétrico e ao folião pipoca.

O auge e a resistência

Por décadas, o Campo Grande reinou absoluto como o principal palco do carnaval. Foi na Avenida Sete que os grandes nomes do axé music se consolidaram e onde os blocos mais icônicos fizeram história. O percurso era o epicentro cultural e musical da festa, atraindo milhões de pessoas a cada ano.

Com o passar do tempo e a criação do circuito Barra-Ondina na década de 1990, com seu apelo turístico e grandes camarotes, o Campo Grande passou por uma transformação. Hoje, ele se firma como o guardião das tradições, sendo o palco principal para os desfiles de afoxés como Filhos de Gandhy, blocos afro como Ilê Aiyê e outras entidades que mantêm viva a matriz africana do carnaval.

Passar pelo Circuito Osmar é vivenciar a história da folia em seu estado mais puro. É o carnaval do povo, da rua, onde a energia da multidão se mistura ao som dos trios, celebrando as raízes de uma festa que nasceu ali, de forma quase acidental, e conquistou o mundo.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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