Onde buscar ajuda? Guia de canais de denúncia contra violência à mulher
Conheça os serviços gratuitos e sigilosos, como o Ligue 180 e centros de referência, que oferecem apoio psicológico e jurídico para mulheres em risco
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A violência contra a mulher é uma realidade grave no Brasil, e saber onde buscar ajuda pode ser decisivo para romper o ciclo de agressão. Para apoiar as vítimas, existem diversos canais de denúncia e acolhimento gratuitos e sigilosos, que oferecem suporte jurídico, psicológico e de emergência em todo o país.
Essas ferramentas são essenciais para que a vítima consiga encontrar um caminho seguro. A denúncia e a busca por orientação são os primeiros passos para garantir proteção e responsabilizar o agressor. Conhecer os principais canais de atendimento é uma informação de utilidade pública para todas as mulheres.
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Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher
O Ligue 180 é o principal serviço telefônico para combate à violência contra a mulher. A ligação é gratuita e o atendimento, realizado por uma equipe com mais de 350 profissionais, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, em todo o território nacional e também em outros 16 países para brasileiras no exterior. A central recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha as vítimas para os serviços adequados da rede de proteção.
O sigilo é garantido, e a mulher não precisa se identificar para buscar ajuda. Além do telefone, o serviço também está disponível pelo WhatsApp, no número (61) 9610-0180. É um canal direto para obter informações e registrar ocorrências de violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
Polícia Militar (190)
Para situações de perigo imediato ou flagrante, o número a ser acionado é o 190. A ligação é gratuita e a Polícia Militar é treinada para atender a essas ocorrências com prioridade, enviando uma viatura ao local. Este canal deve ser usado em momentos de emergência, quando a integridade física da mulher está em risco.
Casas da Mulher Brasileira e Centros de Referência
As Casas da Mulher Brasileira e os Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs) são espaços físicos que integram diversos serviços em um único local. Neles, a vítima encontra apoio psicossocial, delegacia especializada, juizado, promotoria e defensoria pública.
O objetivo é oferecer um atendimento humanizado e completo, evitando que a mulher precise percorrer diferentes órgãos. Para encontrar a unidade mais próxima, basta consultar o site do governo federal ou da prefeitura de sua cidade.
Defensorias Públicas e Ministérios Públicos
A Defensoria Pública oferece assistência jurídica gratuita para mulheres que não podem pagar por um advogado. O órgão auxilia em processos de divórcio, pensão alimentícia e na solicitação de medidas protetivas de urgência, que podem obrigar o agressor a se afastar.
O Ministério Público também atua na defesa dos direitos das vítimas, fiscalizando a rede de atendimento e atuando nos processos criminais contra os agressores. É possível procurar a promotoria de justiça da sua cidade para obter orientação e registrar uma denúncia formal.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.