Seu relógio pode salvar sua vida; conheça as funções de saúde
Além de ver as horas, smartwatches modernos monitoram o coração e podem detectar arritmias; veja como usar a tecnologia a favor da sua saúde cardíaca
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A preocupação com a saúde do coração, especialmente após casos de infarto em pessoas com menos de 50 anos ganharem repercussão, está levando muitos a olharem para o próprio pulso. O que antes era apenas um acessório para ver as horas ou ler mensagens, hoje pode ser um aliado vital no monitoramento cardíaco, capaz de emitir alertas que podem salvar vidas.
Smartwatches modernos, de diferentes marcas, vêm equipados com sensores avançados que realizam um eletrocardiograma (ECG) de forma simples e rápida. Ao tocar em um botão ou na coroa digital do relógio por cerca de 30 segundos, o aparelho registra os impulsos elétricos do coração. O resultado é exibido na tela e pode ser salvo em um arquivo para ser compartilhado com um médico.
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A principal função desse recurso é detectar sinais de fibrilação atrial, um tipo comum de arritmia cardíaca que, se não tratada, aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e outras complicações. O relógio não dá um diagnóstico fechado, mas alerta o usuário sobre um ritmo irregular para que ele procure ajuda profissional.
O que mais o relógio pode fazer?
Além do ECG sob demanda, esses dispositivos oferecem outras ferramentas importantes para a saúde cardiovascular. Elas funcionam de forma contínua e discreta, monitorando o corpo ao longo do dia e da noite.
Notificações de ritmo irregular: os sensores ópticos medem a frequência cardíaca periodicamente em segundo plano. Se o sistema detectar vários registros que sugiram uma arritmia, o usuário recebe uma notificação.
Frequência cardíaca em repouso e em atividade: acompanhar esses números ajuda a avaliar o condicionamento físico e a identificar possíveis alterações que merecem atenção médica.
Nível de oxigênio no sangue (SpO2): embora não seja uma medida direta da saúde do coração, níveis baixos podem indicar problemas respiratórios ou circulatórios que afetam o sistema cardiovascular.
É fundamental entender que os recursos podem variar entre marcas e modelos e que, apesar da tecnologia avançada, um smartwatch não substitui um diagnóstico médico. Ele não é capaz de detectar um infarto em andamento, por exemplo. A tecnologia serve como uma ferramenta de triagem e monitoramento. Qualquer alerta gerado pelo dispositivo ou sintoma como dor no peito, falta de ar e tontura deve ser motivo para procurar um serviço de emergência imediatamente.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.