Caso Epstein: uma linha do tempo para entender o escândalo complexo
Da primeira acusação à lista de famosos e sua morte misteriosa; organizamos os fatos para você compreender um dos maiores casos judiciais dos EUA
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O nome de Jeffrey Epstein voltou a dominar o noticiário após divulgações de documentos judiciais que começaram em janeiro de 2024 e culminaram em janeiro de 2026, quando a Justiça americana liberou mais de 3 milhões de páginas de documentos, além de milhares de vídeos e imagens, expondo nomes de figuras proeminentes associadas ao financista. Epstein, que morreu em 2019, foi acusado de comandar por décadas uma vasta rede de tráfico e abuso sexual de menores, envolvendo personalidades influentes em suas mansões nos Estados Unidos e em uma ilha particular no Caribe.
A recente liberação dos arquivos judiciais renovou o interesse público em um dos casos mais sombrios da história recente do país. Para entender a complexidade do escândalo, é preciso voltar no tempo e organizar os fatos que levaram a este momento.
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As primeiras acusações e o acordo polêmico
As denúncias contra Jeffrey Epstein não são novas. Em 2005, a polícia de Palm Beach, na Flórida, iniciou uma investigação após a denúncia de pais de uma adolescente de 14 anos. A investigação revelou dezenas de outras possíveis vítimas, levando a acusações de abuso e exploração sexual.
Contudo, em 2008, Epstein fechou um acordo judicial amplamente criticado. Ele se declarou culpado de acusações estaduais menores, cumpriu apenas 13 meses de prisão em regime semiaberto e obteve imunidade de processos federais. O acordo também protegeu seus possíveis cúmplices, encerrando temporariamente o caso.
A prisão em 2019 e a morte na prisão
O escândalo ressurgiu com força em 2019, quando promotores federais de Nova York prenderam Epstein sob novas acusações de tráfico sexual de menores. Desta vez, o caso ganhou repercussão global, com dezenas de mulheres apresentando novas denúncias e relatos detalhados sobre a rede de abuso.
Em agosto de 2019, semanas após sua prisão, Epstein foi encontrado morto em sua cela em uma prisão de segurança máxima em Manhattan. A causa oficial da morte foi determinada como suicídio por enforcamento, mas as circunstâncias geraram uma onda de especulações e teorias da conspiração, que persistem até hoje.
Ghislaine Maxwell e os documentos recentes
Com a morte de Epstein, o foco se voltou para sua ex-namorada e cúmplice, a socialite britânica Ghislaine Maxwell. Ela foi presa em 2020, acusada de recrutar e preparar as adolescentes para os abusos. Em dezembro de 2021, Maxwell foi condenada por tráfico sexual e, em junho de 2022, foi sentenciada a 20 anos de prisão.
Os documentos divulgados em 2024 são parte do processo por difamação movido por Virginia Giuffre, uma das principais vítimas, contra Maxwell. Os arquivos citam nomes de políticos, empresários e celebridades que tiveram algum tipo de contato com Epstein. A menção nos registros não significa, necessariamente, culpa ou participação nos crimes, mas confirma a associação com o círculo do financista.
Essas divulgações mais recentes foram possíveis graças ao "Epstein Files Transparency Act", uma lei aprovada em novembro de 2025 para garantir o acesso público a todos os registros relacionados ao caso. A liberação massiva de janeiro de 2026 incluiu investigações do FBI, e e-mails pessoais de Epstein e evidências físicas, oferecendo a visão mais completa da rede de tráfico sexual até hoje.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.