Internacional

A Grande Barreira de Corais: como visitar e por que ela está em perigo

Perto da costa de Queensland, o patrimônio mundial enfrenta o branqueamento; saiba como fazer um turismo consciente e ajudar na preservação do local

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A Grande Barreira de Corais, um dos maiores tesouros naturais do planeta, enfrenta um momento crítico após sofrer em 2024 o maior episódio de branqueamento já registrado. Localizada ao longo de 2.300 quilômetros da costa de Queensland, na Austrália, a imensa estrutura viva — visível do espaço — é ameaçada por um fenômeno que coloca em risco um ecossistema marinho de valor inestimável.

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O cenário, porém, não impede a visitação. Pelo contrário, o turismo consciente é visto como uma ferramenta essencial para a conscientização e o financiamento de projetos de conservação deste Patrimônio Mundial da UNESCO. A atividade movimenta bilhões de dólares e sustenta milhares de empregos, tornando a viagem responsável crucial para minimizar o impacto e, ao mesmo tempo, vivenciar a beleza única do local.

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O que ameaça o maior recife do mundo?

O branqueamento ocorre quando os corais, estressados pelo aumento da temperatura da água, expelem as algas que vivem em seus tecidos e lhes fornecem cor e nutrientes. Este processo é uma resposta direta ao aquecimento dos oceanos, intensificado pelas mudanças climáticas.

Embora um coral branqueado não esteja morto, sua vulnerabilidade a doenças aumenta drasticamente. Se as altas temperaturas da água persistirem, ele não consegue se recuperar e morre. A perda afeta diretamente a rica biodiversidade que depende dos recifes para abrigo e alimentação, impactando toda a cadeia alimentar marinha.

O episódio de 2024 foi o sexto evento de branqueamento em massa nos últimos nove anos, uma frequência que impede a recuperação completa dos corais entre um evento e outro e aumenta o risco de mortalidade em larga escala.

Como praticar um turismo consciente

Visitar a Grande Barreira de Corais de forma responsável é possível e contribui para sua proteção. A escolha de como e com quem você explora a área faz toda a diferença. Adotar práticas sustentáveis garante que sua presença ajude a preservar este patrimônio mundial para as futuras gerações. Confira algumas dicas práticas:

  • Escolha operadores turísticos certificados: Dê preferência a empresas com selos de ecoturismo, como o da Ecotourism Australia. Essas companhias seguem rígidos padrões de sustentabilidade, minimizam seu impacto ambiental e muitas vezes contribuem financeiramente para a pesquisa e conservação dos recifes.

  • Use protetor solar amigo dos corais: Muitos protetores solares contêm substâncias químicas, como a oxibenzona, que são tóxicas para os corais. Antes de entrar na água, aplique produtos minerais, à base de óxido de zinco ou dióxido de titânio, que não agridem o ecossistema marinho.

  • Mantenha distância e não toque em nada: Ao fazer snorkel ou mergulhar, admire a vida marinha sem tocar nos corais ou em outros animais. O simples contato pode danificar os delicados pólipos dos corais e estressar as criaturas. A regra é clara: não tire nada além de fotos e não deixe nada além de bolhas.

  • Participe de projetos de "ciência cidadã": Algumas operadoras oferecem aos turistas a oportunidade de participar de atividades de monitoramento, como fotografar trechos específicos de corais para acompanhar sua saúde ao longo do tempo. É uma forma de contribuir ativamente para a pesquisa enquanto aproveita o passeio.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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