Como identificar os sinais de um relacionamento abusivo e onde buscar ajuda
Saiba identificar comportamentos de alerta em namoros e conheça a importância da rede de apoio para vítimas de violência psicológica e física
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A morte de uma adolescente de 16 anos em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no início de fevereiro de 2026, cujo principal suspeito é o ex-namorado, acende um alerta sobre a violência nos relacionamentos. Muitas vezes, a agressão física é o desfecho de um ciclo de abusos psicológicos e emocionais que dão sinais claros, mas que podem ser difíceis de identificar por quem está vivenciando a situação.
Reconhecer esses comportamentos é o primeiro passo para romper o ciclo de violência e buscar proteção. A agressão nem sempre começa com atos físicos; ela se constrói aos poucos, minando a autoestima e a liberdade da vítima.
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Principais sinais de alerta
Comportamentos controladores são um dos indicativos mais comuns. Isso se manifesta no desejo de saber senhas de redes sociais, ler mensagens privadas, ditar as roupas que a pessoa pode usar ou proibir o contato com amigos e familiares, promovendo um isolamento gradual.
O ciúme excessivo é outro ponto de atenção. Crises desproporcionais por motivos banais, acusações de infidelidade sem fundamento e a necessidade constante de saber onde a pessoa está e com quem, são formas de controle disfarçadas de cuidado.
A violência psicológica também se apresenta por meio de humilhações e críticas constantes, seja em particular ou na frente de outras pessoas. O agressor frequentemente desqualifica as opiniões, os sonhos e as conquistas da vítima, com o objetivo de fazê-la se sentir inferior e dependente.
A manipulação emocional é uma tática comum, na qual o agressor distorce a realidade e inverte a culpa, fazendo a vítima acreditar que é a responsável pelos problemas da relação. Ameaças, mesmo que sutis, como dizer que irá se machucar ou abandonar a pessoa caso ela termine o relacionamento, também são uma forma de abuso.
Onde procurar ajuda
Romper o silêncio é fundamental. O primeiro passo é conversar com pessoas de confiança, como amigos e familiares, para construir uma rede de apoio. Manter alguém informado sobre a situação pode ser decisivo para garantir a segurança.
Existem canais especializados e gratuitos que oferecem suporte e orientação. O mais importante é saber que a vítima não está sozinha e que há caminhos para sair dessa situação.
Ligue 180: a Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas por dia, todos os dias. A ligação é gratuita e confidencial. O serviço oferece escuta, acolhimento e orientação sobre os próximos passos.
Polícia Militar (190): em casos de emergência ou perigo imediato, este é o número a ser acionado.
Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs): são unidades da Polícia Civil preparadas para o atendimento de mulheres em situação de violência. Nesses locais, é possível registrar boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.