Vício em apostas online: saiba identificar os sinais de alerta
A regulamentação aumenta o acesso aos jogos, mas também os riscos; entenda os comportamentos que indicam a perda de controle e onde buscar ajuda
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Com a regulamentação das apostas online no Brasil, que entrou em vigor em janeiro de 2025, o acesso a plataformas de jogos se tornou mais fácil e visível. Essa expansão, no entanto, acende um alerta para o risco crescente de vício, um problema que pode se desenvolver silenciosamente e trazer consequências sérias para a vida financeira, social e emocional dos jogadores.
A facilidade de apostar pelo celular, a qualquer hora do dia, e a promessa de ganhos rápidos criam um ambiente propício para a perda de controle. O que começa como uma forma de entretenimento pode evoluir rapidamente para uma compulsão, transformando a diversão em uma fonte de ansiedade e prejuízos.
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Entender os sinais de que o jogo deixou de ser saudável é fundamental para buscar ajuda a tempo. A transição de um passatempo para um vício muitas vezes é sutil, marcada por mudanças de comportamento que nem sempre são percebidas pelo próprio jogador, mas que afetam diretamente suas rotinas e relacionamentos.
Como identificar os sinais de alerta
Um dos primeiros indícios é a preocupação constante com o jogo. A pessoa passa a maior parte do tempo planejando a próxima aposta, revivendo experiências passadas ou pensando em como conseguir dinheiro para continuar jogando. Essa obsessão domina os pensamentos e interfere em outras atividades diárias.
Outro comportamento clássico é a necessidade de apostar valores cada vez mais altos para sentir a mesma emoção do início. Esse padrão, conhecido como tolerância, é semelhante ao de outras dependências químicas e comportamentais. Com o tempo, as apostas pequenas já não satisfazem.
Mentir para familiares e amigos sobre a frequência ou a quantia de dinheiro perdida é um sinal vermelho. O jogador compulsivo frequentemente esconde suas atividades, seja por vergonha ou para evitar conflitos, o que leva ao isolamento social e ao desgaste das relações de confiança.
Quando a pessoa tenta parar ou diminuir o ritmo das apostas e se sente irritada, inquieta ou ansiosa, a compulsão já pode estar instalada. Além disso, usar o jogo como uma válvula de escape para fugir de problemas, estresse ou sentimentos de tristeza também indica uma relação disfuncional.
O ciclo de "correr atrás do prejuízo" é um dos comportamentos mais perigosos. Após uma perda, o jogador aposta novamente na tentativa de recuperar o dinheiro, muitas vezes com valores maiores, o que agrava a situação financeira e aprofunda o vício.
Onde procurar ajuda
Para quem identifica esses comportamentos em si mesmo ou em alguém próximo, o primeiro passo é buscar apoio especializado. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento gratuito nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que atendem casos de dependências e comportamentos compulsivos, incluindo jogos de azar, por meio de equipes multidisciplinares.
Grupos de apoio, como os Jogadores Anônimos (JA), também são uma alternativa eficaz e sem custos. Neles, os participantes compartilham experiências em um ambiente sigiloso, o que ajuda a quebrar o ciclo do isolamento. Reconhecer a existência do problema é a etapa mais importante para iniciar o caminho da recuperação.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.