Projeto Artemis: quando a NASA levará humanos de volta à Lua?
A nova corrida lunar já começou; entenda os objetivos do programa Artemis, os parceiros da NASA e o cronograma atualizado para o próximo pouso na Lua
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O retorno da humanidade à Lua, liderado pela NASA, está em andamento, mas o cronograma foi atualizado. O aguardado pouso tripulado do Projeto Artemis, que levará a primeira mulher e a primeira pessoa não-branca à superfície lunar, está previsto para acontecer não antes de 2028. A missão, chamada Artemis III, sofreu adiamentos devido a desafios técnicos, mas segue como o ponto alto de um programa ambicioso que busca estabelecer uma presença humana sustentável em nosso satélite natural.
O programa espacial marca uma nova era na exploração, com objetivos que vão muito além de deixar pegadas e fincar bandeiras. A ideia é usar a Lua como um laboratório científico e um campo de testes para tecnologias que permitirão futuras missões tripuladas a Marte. A busca por recursos, como gelo de água em crateras polares, é um dos focos principais, pois poderia viabilizar a produção de oxigênio e combustível fora da Terra.
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As etapas do retorno à Lua
O caminho até o pouso tripulado é dividido em fases cruciais. A primeira, Artemis I, foi concluída com sucesso em 2022, quando a cápsula Orion, ainda sem tripulação, viajou ao redor da Lua para testar todos os sistemas de voo e de segurança. Foi a validação de que o foguete SLS (Space Launch System) e a espaçonave estão prontos para levar astronautas.
A próxima etapa é a missão Artemis II, programada para fevereiro de 2026. Nela, quatro astronautas irão orbitar a Lua, marcando o retorno de humanos às profundezas do espaço. Será o voo tripulado que viajará mais longe da Terra, superando o recorde estabelecido pela Apollo 13. Apenas após a conclusão bem-sucedida desta missão, a NASA dará o sinal verde para a Artemis III, que finalmente realizará o pouso.
Parcerias para viabilizar a missão
Diferente da corrida espacial do século passado, o Projeto Artemis é um esforço de colaboração. A NASA lidera a iniciativa, mas conta com parceiros comerciais e internacionais. A empresa SpaceX, por exemplo, foi contratada para desenvolver a versão do seu foguete Starship que servirá como o módulo de pouso lunar para as primeiras missões.
Agências espaciais de vários países também estão envolvidas. A Agência Espacial Europeia (ESA) fornece o módulo de serviço para a cápsula Orion, enquanto o Canadá, além de contribuir com a robótica para a futura estação espacial lunar Gateway, terá o primeiro astronauta não-americano a viajar para o espaço profundo, com Jeremy Hansen integrando a tripulação da Artemis II. O Japão e outras nações também participam com tecnologia e recursos, tornando o retorno à Lua um projeto verdadeiramente global.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.