Tecnologia

O 'olho' da Receita: como o Fisco cruza dados de Pix e de bancos

A tecnologia por trás da fiscalização federal é mais avançada do que você imagina; entenda como as informações financeiras são monitoradas automaticamente

Publicidade
Carregando...

Qualquer transação financeira realizada no Brasil, incluindo as via Pix, já nasce digitalmente monitorada pela Receita Federal. Longe de ser uma operação manual, o Fisco utiliza sistemas automatizados que recebem e cruzam informações de todos os bancos e instituições financeiras do país, de forma contínua.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

O processo não é uma vigilância individual em tempo real, mas sim um envio massivo de dados que alimenta um dos mais sofisticados sistemas de cruzamento de informações do mundo. O principal mecanismo por trás dessa fiscalização é a e-Financeira, uma obrigação acessória que força os bancos a reportarem todas as movimentações de seus clientes.

Leia Mais

As instituições financeiras devem informar automaticamente à Receita qualquer movimentação mensal que ultrapasse R$ 5.000 para pessoas físicas e R$ 15.000 para pessoas jurídicas. Isso inclui saldos, depósitos, transferências e pagamentos, englobando todas as modalidades como TED, DOC e o próprio Pix. Importante destacar que os dados são enviados de forma consolidada, sem identificar a modalidade específica de cada transferência ou o destinatário individual das operações.

Dessa forma, a tecnologia do Fisco cria um panorama completo da vida financeira de cada contribuinte, seja ele um cidadão comum ou um microempreendedor individual (MEI). O sistema é projetado para identificar inconsistências de forma automática.

O cruzamento de dados na prática

A verdadeira inteligência do sistema está em comparar os dados recebidos dos bancos com as informações declaradas pelo contribuinte em suas obrigações fiscais, como a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) ou a Declaração Anual do Simples Nacional para o MEI (DASN-SIMEI).

Quando um contribuinte declara uma renda de R$ 50 mil ao ano, mas os sistemas da Receita identificam uma movimentação bancária de R$ 150 mil no mesmo período, um alerta é gerado. Esse é o gatilho que pode levar o contribuinte para a chamada malha fina.

O Pix, por sua natureza instantânea e por estar diretamente atrelado a um CPF ou CNPJ, facilita esse rastreamento. Porém, vale ressaltar que as transações são reportadas de forma consolidada mensalmente, somando-se ao volume total de informações analisadas pelos algoritmos da Receita, sem que haja identificação individual de cada operação ou seu destinatário.

Portanto, a questão não é se o Fisco vê as transações via Pix, mas como ele utiliza essa informação. A fiscalização é focada na compatibilidade entre o que uma pessoa ou empresa movimenta em suas contas e o que ela declara como faturamento ou rendimento.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Tópicos relacionados:

fisco imposto-de-renda receita-federal

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay