Economia

Como a decisão do Copom sobre a Selic afeta seu bolso no dia a dia

A taxa básica de juros influencia desde o cafezinho até o financiamento da casa própria; entenda o impacto direto da Selic em suas finanças pessoais

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A decisão anunciada em 28 de janeiro de 2026 pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, de manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva, reverbera muito além do mercado financeiro. Este movimento define o juro básico da economia e impacta diretamente a sua vida financeira, desde o custo de um empréstimo até o preço do pão na padaria.

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Entender a Selic é simples. Atualmente em 15% ao ano — o maior nível desde julho de 2006 —, ela é a referência para todas as outras taxas de juros praticadas no Brasil. Quando o Copom eleva a taxa, o dinheiro fica mais "caro". Os bancos pagam mais para captar recursos e repassam esse custo aos clientes, tornando os financiamentos e empréstimos mais salgados.

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Crédito mais caro ou mais barato?

O efeito mais imediato de uma alta na Selic é sentido no bolso de quem precisa de crédito. Financiamentos de veículos, empréstimos pessoais e, principalmente, o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial ficam com juros maiores. O sonho da casa própria também pode ficar mais distante, já que as parcelas do financiamento imobiliário tendem a subir.

Por outro lado, quando o Copom decide cortar a Selic, o cenário se inverte. O crédito se torna mais acessível e barato, um movimento que incentiva as pessoas a consumir e as empresas a investir. Isso pode aquecer a economia, gerando mais empregos e oportunidades.

Como ficam os investimentos?

Para quem investe, a Selic também é uma bússola importante. Aplicações de renda fixa, como o Tesouro Selic, CDBs que pagam um percentual do CDI (que segue a Selic de perto) e alguns fundos de investimento, se beneficiam diretamente de uma taxa em alta. A rentabilidade dessas opções aumenta, atraindo quem busca segurança e bons retornos.

Em um ciclo de queda dos juros, esses mesmos investimentos passam a render menos. Isso pode levar investidores a buscarem alternativas com um pouco mais de risco, como o mercado de ações, para tentar obter ganhos maiores.

O impacto nos preços do dia a dia

A Selic é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação, cuja meta para 2026 é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Juros mais altos tendem a desestimular o consumo. Com menos gente comprando, a tendência é que os preços parem de subir ou até mesmo caiam. É uma medida para "esfriar" a economia e segurar a inflação.

Embora não seja uma relação imediata, uma Selic controlada ajuda a manter a estabilidade dos preços no supermercado, nos combustíveis e nos serviços em geral. Assim, a decisão tomada em Brasília afeta diretamente o poder de compra de todos os brasileiros.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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