Economia

Ouro é um bom investimento? Veja prós e contras de aplicar no metal

Considerado um porto seguro em tempos de crise, o ouro pode proteger sua carteira; entenda como funciona esse investimento e se ele vale a pena para você

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O ouro voltou a brilhar aos olhos de investidores que buscam proteção para o seu dinheiro. Considerado um refúgio seguro em cenários de instabilidade econômica global, o metal precioso serve como uma reserva de valor que tende a se manter firme, ou até subir, quando os mercados tradicionais enfrentam turbulências. Mas será que vale a pena incluir o metal na sua carteira de investimentos?

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Em janeiro de 2026, a pergunta ganha ainda mais relevância. O metal vive um momento histórico, com a onça negociada acima de US$ 5.200, acumulando uma valorização superior a 90% nos últimos 12 meses e de aproximadamente 22% apenas no início deste ano. Esse rali transformou o ativo em um dos protagonistas do mercado financeiro global.

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A resposta depende do seu perfil e objetivos. O ouro não é um investimento para quem busca ganhos rápidos e exponenciais, como pode ocorrer com algumas ações. Sua principal função é atuar como um seguro, um contrapeso para momentos de crise, preservando o poder de compra do seu patrimônio ao longo do tempo.

Vantagens de investir em ouro

O metal precioso oferece benefícios claros para uma carteira diversificada. Ele ajuda a reduzir o risco geral, pois sua cotação muitas vezes se move na direção oposta à do mercado de ações. Entenda os principais pontos positivos:

  • Proteção contra a inflação: historicamente, o ouro mantém seu valor enquanto moedas fiduciárias perdem poder de compra. A recente performance, com valorização muito acima dos índices de preços globais, reforçou essa característica do metal.

  • Reserva de valor global: o metal é aceito e negociado no mundo todo, o que garante sua liquidez. É fácil convertê-lo em dinheiro em praticamente qualquer país.

  • Diversificação de portfólio: por ter baixa correlação com outros ativos, como ações e títulos, ele ajuda a equilibrar a carteira em momentos de estresse no mercado.

Desvantagens e riscos a considerar

Apesar de ser um ativo seguro, investir em ouro também apresenta alguns pontos de atenção que não podem ser ignorados. O principal deles é que o metal não gera renda passiva, diferentemente de outros tipos de aplicação. Conheça as desvantagens:

  • Não paga dividendos: ao contrário de ações ou fundos imobiliários, o ouro não distribui proventos. O lucro do investidor depende exclusivamente da valorização do seu preço.

  • Alta volatilidade: embora seja um porto seguro a longo prazo, o preço do ouro pode oscilar bastante. Após o rali histórico visto desde 2025, espera-se alta volatilidade para 2026, com o preço sendo influenciado por políticas de juros, tensões geopolíticas e pela cotação do dólar.

  • Custos de transação e custódia: a compra de ouro, seja físico ou por meio de fundos, envolve taxas de administração, corretagem e, em alguns casos, custos de armazenamento.

O forte desempenho recente do ouro é impulsionado por uma combinação de fatores. A persistência de incertezas geopolíticas, o início do ciclo de queda de juros nas principais economias globais, a desvalorização do dólar e as fortes compras realizadas por bancos centrais de países emergentes criaram um cenário favorável. Além disso, houve um fluxo significativo de capital para ETFs lastreados em ouro, aumentando a demanda pelo metal.

Como investir em ouro na prática

Para o investidor comum, a forma mais acessível de aplicar em ouro é através da bolsa de valores. É possível comprar cotas de fundos de índice (ETFs) que replicam a variação do preço do metal. Outra opção são os fundos de investimento em ouro, geridos por profissionais do mercado.

A compra de ouro físico, como barras e moedas, também é uma alternativa, mas exige maiores cuidados com segurança e autenticidade. Diante do cenário atual, analistas de grandes instituições financeiras projetam a continuidade da valorização em 2026, embora com maior volatilidade. Assim, o ouro se consolida como uma peça estratégica em uma carteira diversificada, mas raramente é recomendado como o único ou principal investimento.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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