Internacional

Vírus Nipah: o que se sabe sobre a doença que preocupa a Índia

Com alta taxa de letalidade e sem vacina, o vírus transmitido por morcegos acende alertas na OMS; entenda os sintomas e os riscos de uma nova epidemia

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Um surto do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental (West Bengal), no leste da Índia, acendeu um alerta na Organização Mundial da Saúde (OMS) neste mês. Este é o primeiro registro do vírus na região em cerca de 19 anos, já que desde 2018 os casos vinham se concentrando em Kerala, no sul do país. A doença, transmitida principalmente por morcegos frugívoros, preocupa as autoridades sanitárias globais pela sua alta taxa de letalidade e pela ausência de uma vacina ou tratamento específico.

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O Nipah é um vírus zoonótico, ou seja, transmitido de animais para humanos. A contaminação pode ocorrer pelo consumo de frutas contaminadas pela saliva ou urina dos morcegos, especialmente através do consumo de seiva de tâmara crua, uma bebida tradicional na região, ou pelo contato direto com animais infectados, como porcos. A transmissão de pessoa para pessoa também é possível, o que aumenta o risco de propagação em surtos localizados.

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As autoridades indianas trabalham para conter o avanço da doença com isolamento de pacientes, rastreamento rigoroso de contatos e medidas de quarentena em unidades hospitalares. O foco é evitar que o surto se transforme em uma epidemia mais ampla, já que o vírus tem potencial para causar emergências de saúde pública. Embora a OMS considere o risco de expansão internacional "baixo", a situação é monitorada de perto.

Quais são os sintomas do vírus Nipah?

Os sinais da infecção costumam aparecer de 4 a 14 dias após a exposição ao vírus. Inicialmente, os sintomas são semelhantes aos de uma gripe comum, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. Os principais são:

  • febre alta e dor de cabeça;

  • dores musculares e vômitos;

  • dor de garganta e tontura;

  • sonolência e desorientação mental.

Em casos graves, a doença pode evoluir rapidamente para uma encefalite, uma grave inflamação do cérebro. Essa complicação pode levar a convulsões, coma e, eventualmente, à morte. A taxa de letalidade do Nipah é alta, variando entre 40% e 75% dos casos, segundo dados da OMS.

Por não haver um tratamento específico, os cuidados médicos se concentram em aliviar os sintomas e oferecer suporte respiratório e neurológico aos pacientes. A prevenção é a principal ferramenta de controle, recomendando-se evitar o consumo de frutas com sinais de mordidas de animais e o contato com pessoas ou animais doentes nas regiões com surtos ativos.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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