Pix na mira do Leão: 5 erros comuns que podem te levar à malha fina
O Fisco cruza dados de movimentações bancárias; veja quais práticas, como não declarar vendas ou misturar contas, podem gerar problemas com a Receita.
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A popularização do Pix trouxe agilidade para as transações financeiras, mas também acendeu um alerta na Receita Federal. O Fisco está cruzando informações de movimentações bancárias de forma cada vez mais eficiente para identificar inconsistências na declaração do Imposto de Renda. O problema não é usar o sistema de pagamentos, mas a natureza das operações e a falta de declaração dos valores recebidos.
O monitoramento não acontece em tempo real para cada transação, mas por meio de relatórios mensais enviados pelos bancos. Para evitar cair na malha fina, é fundamental conhecer as práticas que chamam a atenção dos auditores. Entender esses pontos ajuda a manter as finanças em dia e a evitar dores de cabeça com o Leão.
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5 erros que levam o Pix para a malha fina
Não declarar vendas ou serviços
Receber pagamentos por produtos ou serviços via Pix e não emitir a nota fiscal correspondente é um dos erros mais comuns e graves. A Receita Federal compara os valores movimentados na sua conta com a renda declarada. Se houver uma discrepância significativa, o sistema emite um alerta e o contribuinte pode ser chamado para prestar esclarecimentos.Misturar contas pessoal e profissional
Usar a mesma conta bancária para despesas pessoais e para receber pagamentos de atividades como autônomo ou microempreendedor dificulta a comprovação da origem do dinheiro. Um volume alto de transações na conta de pessoa física pode ser interpretado pelo Fisco como uma tentativa de sonegar rendimentos da atividade profissional. O ideal é separar as finanças, mantendo uma conta exclusiva para o negócio.Receber grandes valores sem justificativa
Transferências de valores elevados, mesmo que pontuais, precisam ter uma origem comprovada. Empréstimos entre pessoas físicas, doações ou adiantamento de herança devem ser devidamente registrados na declaração do Imposto de Renda, nos campos específicos para cada situação. Sem essa formalização, a Receita pode considerar o montante como uma receita omitida e tributá-la.Atuar como intermediário para terceiros
Utilizar a sua conta pessoal para receber e repassar dinheiro de outras pessoas, funcionando como um intermediário, é uma prática de alto risco. O Fisco pode entender essa movimentação como renda sua, já que o dinheiro transitou pelo seu CPF. A prática pode ainda configurar indícios de ocultação de patrimônio, o que pode levar a investigações mais sérias e penalidades severas.Desconhecer a fiscalização automática
As instituições financeiras são obrigadas por lei a informar à Receita, por meio da declaração e-Financeira, todas as movimentações que ultrapassam R$ 5.000 por mês para pessoas físicas e R$ 15.000 para pessoas jurídicas. Isso significa que, mesmo sem uma fiscalização direta, o Fisco já tem acesso ao volume total de dinheiro que passou por suas contas e pode cruzar essa informação com seus rendimentos declarados.Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.