Como funcionam os 'radares inteligentes' que leem placas e mais
A tecnologia dos equipamentos de fiscalização vai muito além da velocidade; conheça os sistemas que identificam rodízio, licenciamento e até roubo
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Os radares de trânsito espalhados por cidades e rodovias brasileiras já não se limitam a medir apenas a velocidade dos veículos. Equipados com tecnologia avançada, esses dispositivos se tornaram verdadeiras centrais de fiscalização, capazes de identificar uma série de irregularidades apenas com a leitura da placa.
Essa evolução transforma a maneira como a segurança viária é gerenciada, indo muito além do controle do excesso de velocidade. A mudança representa um salto na automação e na eficiência da fiscalização, com impacto direto na rotina dos motoristas.
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O funcionamento dos chamados "radares inteligentes" se baseia em um sistema de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR). Câmeras de alta resolução capturam a imagem da placa do veículo e um software especializado converte essa imagem em texto, identificando as letras e os números.
Com a placa "lida", o sistema cruza essa informação, em tempo real, com diferentes bancos de dados governamentais. É essa conexão que permite verificar a situação do veículo em segundos, sem a necessidade de uma abordagem física por um agente de trânsito.
O que os radares inteligentes podem fiscalizar?
A capacidade desses equipamentos é ampla e pode variar conforme a cidade ou o estado. No entanto, as funções mais comuns que já estão em operação em diversas localidades do país incluem a verificação de múltiplas pendências administrativas e de segurança.
Licenciamento e IPVA atrasados: ao ler a placa, o sistema consulta a base de dados do Detran para verificar se a documentação do veículo está em dia. Caso encontre irregularidades, uma notificação de autuação pode ser emitida.
Restrição de circulação: em cidades como São Paulo, que adotam o rodízio municipal, os radares identificam se o carro está circulando em dia e horário proibidos pelo final da placa.
Veículos roubados ou furtados: o sistema pode ser integrado ao banco de dados da segurança pública. Se um veículo com registro de roubo ou furto passar por um desses radares, um alerta é enviado imediatamente para a central da polícia.
Outras infrações: dependendo da tecnologia, os equipamentos também podem identificar avanço de sinal vermelho, parada sobre a faixa de pedestres, conversões proibidas e tráfego em faixas exclusivas para ônibus.
Essa integração transforma os equipamentos em pontos de vigilância que contribuem não apenas para a organização do trânsito, mas também para a segurança pública. A tecnologia é uma peça-chave no que se convencionou chamar de "cercamento eletrônico" das cidades.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.