Tecnologia

Como a Receita Federal usa tecnologia para cruzar dados do seu Pix

Entenda os sistemas e a inteligência artificial que monitoram grandes movimentações financeiras e como eles identificam inconsistências na declaração

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A Receita Federal monitora as transações via Pix, mas não da forma como a maioria das pessoas imagina. O órgão não fiscaliza cada pagamento ou recebimento individualmente, mas sim o volume total de dinheiro que circula na sua conta. Esse controle é feito por meio de um sistema robusto que cruza informações enviadas pelos próprios bancos para identificar inconsistências entre a sua movimentação financeira e a sua declaração de renda.

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O processo se baseia em uma obrigação que todas as instituições financeiras têm com o Fisco. Elas são obrigadas a reportar, por meio da declaração chamada e-Financeira, todas as movimentações de seus clientes que ultrapassam um determinado limite mensal. Isso vale não apenas para o Pix, mas também para transações como TED, DOC, depósitos, pagamentos com cartão e até investimentos.

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Quando os bancos enviam esses dados, os supercomputadores da Receita Federal entram em ação. Utilizando inteligência artificial e algoritmos avançados, os sistemas cruzam o montante financeiro movimentado por você com outras informações que o órgão já possui. A principal delas é a sua Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF).

A tecnologia busca por divergências. Por exemplo, se um profissional autônomo declara uma renda mensal de R$ 5 mil, mas seus extratos bancários mostram uma movimentação constante de R$ 15 mil via Pix e outras fontes, um alerta é gerado automaticamente. O sistema entende que há uma incompatibilidade entre o que foi declarado e o que efetivamente circulou na conta.

Além da declaração de renda, a Receita cruza os dados bancários com outras fontes de informação para construir um perfil financeiro completo do contribuinte. Entre elas está a Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (DIMOB), que registra compras e vendas de imóveis. As operações com cartões de crédito também são reportadas, mas desde 2025 elas são informadas por meio de um módulo específico integrado à própria e-Financeira, após a descontinuação da antiga DECRED.

Quando uma inconsistência significativa é detectada por esse cruzamento de dados, a declaração do contribuinte é separada para uma análise mais detalhada, caindo na chamada malha fina. Nesse momento, a Receita Federal pode solicitar documentos e comprovantes que justifiquem a origem dos valores movimentados.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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