Tecnologia

Por que a nova Carteira de Identidade é considerada mais segura? Entenda

O segredo está no QR Code com criptografia avançada e no CPF como número único; entenda os mecanismos que protegem seus dados

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A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), que já está sendo emitida em todo o Brasil, representa um avanço significativo na proteção dos dados dos cidadãos. O documento unifica o registro nacional sob o número do CPF e adota tecnologias de ponta para dificultar fraudes e clonagens, tornando a identificação pessoal muito mais robusta.

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Diferente do antigo RG, que permitia a emissão de um número por estado, a CIN estabelece o CPF como número único de identificação. Essa centralização impede que uma mesma pessoa tenha múltiplos registros, uma brecha comum para golpes. A mudança simplifica a vida do cidadão e fortalece o controle dos órgãos governamentais sobre os dados cadastrais.

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As chaves para a segurança: QR Code e tecnologias de ponta

O principal salto em segurança do novo documento está em sua tecnologia embarcada. A CIN possui um QR Code que armazena informações importantes, como a foto do titular e dados biográficos. A leitura do código, feita pelo aplicativo VIO (desenvolvido pelo Serpro), permite a validação rápida da autenticidade da carteira através de criptografia avançada, inclusive de forma offline, por autoridades de segurança. Por trás da emissão da CIN, o governo utiliza a tecnologia blockchain (sistema b-Cadastros) para sincronizar dados entre a Receita Federal e os Órgãos de Identificação Civil, garantindo a imutabilidade das informações no processo de cadastro e evitando fraudes desde a origem do documento.

A combinação desses elementos cria um sistema de verificação em múltiplas camadas. Enquanto o documento físico possui itens de segurança visíveis, a versão digital, acessível pelo aplicativo Gov.br, e o QR Code com criptografia garantem que qualquer tentativa de fraude seja rapidamente identificada ao validar as informações com a base de dados nacional.

Além disso, a CIN segue o padrão internacional da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), com a inclusão de um código MRZ (Machine Readable Zone), o mesmo utilizado em passaportes. Isso não apenas reforça a segurança, mas também qualifica o documento para ser usado como identificação em viagens para países do Mercosul.

A primeira via da CIN, assim como suas renovações, é gratuita. Vale lembrar que o antigo RG continua válido em todo o território nacional até 28 de fevereiro de 2032, dando tempo para que a transição seja feita gradualmente.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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