Como identificar e denunciar um golpe ou 'armadilha para turista'
Preços abusivos, serviços de má qualidade e até pequenos golpes podem estragar sua viagem; saiba como se proteger e a quem recorrer no Brasil
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Uma viagem planejada com cuidado pode rapidamente se tornar uma dor de cabeça por causa de golpes e armadilhas para turistas. Preços inflados, serviços que não correspondem ao prometido e cobranças indevidas são situações comuns em destinos movimentados. Saber identificar os sinais de alerta e a quem recorrer no Brasil é fundamental para garantir seus direitos e não deixar que uma má experiência estrague seu passeio.
O primeiro passo é a prevenção. Desconfiar de ofertas que parecem boas demais para ser verdade é uma regra de ouro. Muitos golpes começam com uma abordagem insistente na rua, oferecendo passeios ou produtos com descontos "exclusivos". Antes de aceitar, pesquise a reputação da empresa e compare os preços com os de fornecedores estabelecidos.
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Fique atento também a estabelecimentos que não exibem os preços de forma clara. Em bares e restaurantes, sempre peça o cardápio com os valores antes de fazer o pedido. Ao usar serviços de transporte, como táxis ou carros de aplicativo, confirme o valor estimado da corrida ou exija o uso do taxímetro para evitar surpresas desagradáveis no final do trajeto.
Como identificar os principais golpes
Reconhecer uma armadilha em potencial exige atenção a detalhes que muitas vezes passam despercebidos na empolgação da viagem. A pressão para fechar um negócio imediatamente é um forte indício de problema. Um vendedor ou prestador de serviço confiável oferece tempo para que o cliente tome sua decisão.
Outros sinais de alerta incluem:
Cobranças ocultas: verifique se taxas de serviço, couvert artístico ou outros valores adicionais estão informados de maneira clara no cardápio ou contrato. A cobrança só é legal se houver aviso prévio. Lembre-se que a taxa de serviço de 10% é opcional, e o consumidor pode optar por não pagá-la, mesmo quando informada no cardápio.
Máquinas de cartão "com defeito": se um vendedor insiste que a máquina de cartão está quebrada e pede para você tentar passar o cartão várias vezes, desconfie. Pode ser uma tentativa de clonagem ou cobrança múltipla.
Troca de produtos: em feiras e comércios de rua, verifique o produto no momento da embalagem. Golpistas podem trocar um item de qualidade por um inferior sem que o turista perceba.
Fui vítima de um golpe, e agora?
Se você foi lesado, é importante agir para registrar o ocorrido e buscar o ressarcimento. O primeiro passo é reunir o máximo de provas possível, como notas fiscais, recibos, fotos do produto ou do local, e nome do estabelecimento. Guarde também registros de conversas, e-mails de confirmação e qualquer material de divulgação.
Com as provas em mãos, procure o Procon de sua cidade ou estado. O órgão de defesa do consumidor pode ser acionado para intermediar um acordo ou aplicar sanções ao fornecedor. Muitos Procons oferecem canais de atendimento online, facilitando o registro da reclamação.
Outra opção é registrar a reclamação na plataforma Consumidor.gov.br, serviço público que permite a interlocução direta entre consumidores e empresas para solução de conflitos.
Em casos mais graves, que envolvem fraude, coação ou furto, dirija-se à delegacia de polícia mais próxima para registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.). No Rio de Janeiro, existe a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT), especializada em atender visitantes. Em outras localidades, procure a delegacia mais próxima do local do incidente.
Se a cobrança indevida foi feita no cartão de crédito, entre em contato imediatamente com a operadora para contestar a transação. Explique o ocorrido e envie as provas que você reuniu para solicitar o estorno do valor.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.