Vacinas da dengue no SUS: mitos e verdades sobre a imunização
Brasil tem duas vacinas contra dengue no SUS. Quem pode tomar? Qual a eficácia? Tire as principais dúvidas
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Em janeiro de 2026, a vacinação contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS) está consolidada e expandida, com dois imunizantes disponíveis para a população. Além da vacina Qdenga (Takeda), que iniciou a campanha em 2024, o Brasil agora conta com a Butantan-DV, a primeira vacina de dose única e 100% nacional. Entender o que é fato sobre cada uma é fundamental para garantir a proteção correta.
Com a vacinação em massa contribuindo para uma queda significativa nos casos, esclarecer as principais dúvidas ajuda a população a tomar decisões informadas. A seguir, respondemos às perguntas mais comuns sobre os imunizantes disponíveis na rede pública.
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Quem pode tomar as vacinas da dengue pelo SUS?
Com a ampliação da campanha em 2026, os públicos-alvo para cada vacina foram definidos da seguinte forma:
Vacina Qdenga (Takeda): Disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em todos os municípios do Brasil, após a universalização do acesso anunciada em janeiro de 2026.
Vacina Butantan-DV (Butantan): Em fase inicial de aplicação, está sendo destinada a profissionais de saúde (a partir de fevereiro de 2026) e para a população de 15 a 59 anos em cidades-piloto selecionadas (Maranguape-CE, Nova Lima-MG e Botucatu-SP).
Quais as diferenças e a eficácia de cada vacina?
Ambos os imunizantes são eficazes, mas possuem características e dados de proteção distintos:
Vacina Qdenga (Takeda)
Possui esquema vacinal de duas doses, com intervalo de três meses. Sua eficácia varia por sorotipo do vírus: 69,8% para DENV-1, 95,1% para DENV-2 e 48,9% para DENV-3. A proteção contra o DENV-4 não pôde ser adequadamente avaliada nos estudos. A eficácia geral para prevenir hospitalizações é de 84%.
Vacina Butantan-DV (Butantan)
É a primeira vacina contra a dengue do mundo aplicada em dose única. Oferece proteção contra os quatro sorotipos e apresenta eficácia de 74% contra casos gerais, 91% contra casos graves e 100% de proteção contra hospitalizações, segundo os estudos.
Quais são os principais efeitos colaterais?
Como acontece com outras vacinas, a da dengue pode causar reações. Os efeitos colaterais mais comuns são considerados leves e passageiros. Entre os mais relatados estão: dor e vermelhidão no local da aplicação, dor de cabeça, dor muscular, cansaço e febre baixa. Geralmente, esses sintomas desaparecem em poucos dias.
Quem já teve dengue pode se vacinar?
Sim. Pessoas que já tiveram dengue não só podem como devem se vacinar, pois a infecção prévia aumenta o risco de uma forma grave da doença em uma segunda contaminação por um sorotipo diferente. A recomendação oficial é aguardar um intervalo de seis meses após a infecção para receber a vacina.
A vacinação elimina a necessidade de outros cuidados?
Não. Nenhuma vacina oferece proteção de 100%. O principal objetivo dos imunizantes é reduzir drasticamente o risco de hospitalizações e óbitos. Por isso, mesmo após a vacinação, as medidas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti continuam sendo essenciais. Eliminar focos de água parada e usar repelente são práticas que complementam a proteção.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.