Como ler o rótulo de suplementos para não cair em ciladas
'Blend', 'fórmula patenteada': a indústria usa termos que confundem o consumidor; aprenda a identificar os ingredientes e a qualidade do produto
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Entender o rótulo de um suplemento pode parecer uma tarefa complexa, cheia de termos que mais confundem do que explicam. Expressões como "blend" ou "fórmula patenteada" são usadas pela indústria para agregar valor percebido a um produto, mas muitas vezes escondem uma composição de baixa qualidade. Aprender a decifrar essas informações é o caminho para não desperdiçar dinheiro e garantir que você está consumindo o que realmente precisa.
O primeiro passo é ignorar a parte da frente da embalagem, que é puro marketing, e ir direto para a tabela nutricional e a lista de ingredientes. No Brasil, a rotulagem é regulamentada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e é ali que a verdade sobre o produto se revela. Uma boa análise evita que você pague caro por um suplemento que, na prática, tem mais açúcar e aditivos do que o nutriente principal que você busca.
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A ordem dos ingredientes importa
A regra de ouro para ler qualquer rótulo é simples: os ingredientes são listados em ordem decrescente de quantidade. O primeiro item da lista é o que está em maior volume no produto. Portanto, se você compra um whey protein e o primeiro ingrediente é maltodextrina (um tipo de carboidrato), significa que há mais açúcar do que proteína naquela fórmula.
Para um suplemento de qualidade, o ingrediente principal deve ser o primeiro da lista. No caso de uma creatina, por exemplo, o ideal é que a embalagem traga apenas "creatina monohidratada" na composição, sem aditivos desnecessários que apenas aumentam o volume do pote.
Os 'blends' e as fórmulas secretas
Termos como "blend de performance" ou "matriz de aminoácidos" merecem atenção redobrada. Essas são as chamadas "fórmulas patenteadas" (proprietary blends). A legislação permite que o fabricante liste os componentes da mistura, mas não a quantidade exata de cada um. Na prática, um "blend" pode conter 95% do ingrediente mais barato e apenas 5% dos mais caros e eficazes.
Para não cair em ciladas, siga algumas dicas práticas na hora da compra:
Foque no ingrediente principal: Se busca um nutriente específico, garanta que ele seja o primeiro da lista e que a sua concentração por dose seja clara.
Analise a dose por porção: Compare o tamanho do medidor (scoop) com a quantidade de nutriente entregue. Um medidor muito grande para pouca proteína, por exemplo, indica excesso de aditivos.
Desconfie de nomes complexos: Nomes como "fórmula de explosão muscular" ou "matriz anabólica" são puramente comerciais. Prefira produtos com listas de ingredientes curtas e diretas.
Verifique os aditivos: Corantes, adoçantes artificiais e espessantes são comuns, mas em excesso podem indicar um produto de baixa pureza. Opte por versões mais limpas sempre que possível.
Consulte sempre um profissional
É fundamental lembrar que a suplementação deve ser sempre orientada por um profissional de saúde, como um médico ou nutricionista. Apenas ele poderá avaliar suas necessidades individuais e indicar os produtos mais adequados para seus objetivos, garantindo segurança e eficácia no consumo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.