Quer ser um doador de órgãos? Saiba o que é preciso fazer em vida
Conversa com a família é essencial para garantir que o desejo de doar órgãos seja respeitado no momento da decisão.
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A recente mobilização em torno de transplantes acendeu uma dúvida importante: afinal, o que é preciso fazer para se tornar um doador de órgãos? A resposta é mais simples do que parece e não exige nenhum registro em cartório ou documento específico. O passo fundamental é um só: comunicar sua decisão à sua família, já que a taxa de recusa familiar ainda é um grande desafio — em 2023, ficou em torno de 46%, segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
No Brasil, a doação de órgãos e tecidos só pode ser realizada após a autorização de um familiar próximo. Mesmo que a pessoa tenha manifestado o desejo em vida, a palavra final é da família. Por essa razão, a antiga prática de incluir a informação na carteira de identidade foi extinta em 2001 (pela Lei 10.211), reforçando que a conversa clara e direta é o que realmente vale.
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Essa autorização é solicitada apenas após a confirmação da morte encefálica, que é a perda completa e irreversível das funções do cérebro. O diagnóstico é feito por meio de protocolos médicos rigorosos, que garantem total segurança no processo. Somente após essa confirmação a equipe médica conversa com os familiares sobre a possibilidade da doação.
Como garantir que sua vontade seja respeitada
Para quem deseja ser doador, o caminho é focado na comunicação. A decisão é pessoal, e no caso de menores de 18 anos, ambos os pais devem autorizar a doação. O ato mais importante é deixar seus parentes cientes da sua escolha, para que possam autorizar o procedimento quando questionados no hospital.
Recentemente, foi criada a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), uma ferramenta digital que permite registrar formalmente sua vontade em cartório. Embora seja um avanço, é importante ressaltar que a AEDO não substitui a necessidade da autorização familiar, mas serve como um documento oficial que reforça o seu desejo perante seus parentes.
Entenda o que pode ser doado:
Órgãos: coração, pulmões, fígado, pâncreas, rins e intestino.
Tecidos: córneas, pele, ossos, válvulas cardíacas e tendões.
Um único doador pode salvar ou melhorar a qualidade de vida de diversas pessoas. Os órgãos e tecidos são destinados a pacientes que aguardam em uma lista de espera única, nacional e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
A distribuição segue critérios técnicos rigorosos, como compatibilidade sanguínea, gravidade do estado do paciente e tempo de espera. Isso garante que o processo seja justo, transparente e ético para todos os envolvidos, de norte a sul do país.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.